MAIS LONGE QUE O DISTANTE!
Perdi-te o rasto neste mundo ao laréu!
Nem pégadas no chão, riscos de vida, nada.
De ti, nada! Nem o ar traz um cheiro teu!
Andei por ai, enquanto a alma se esvaziava...
A noite sem sombra gritou ao deserto:
- Por onde te meteste oh alma danada?
Porquê me deixaste neste meu desacerto
sem me teres deixado um sinal, uma morada!?
Contigo sei que não serei mais caminhante,
tão pouco beberei mais água agonizante
nem te lamberás do meu néctar, meu mel.
Que o teu lugar seja mais longe que o distante,
já que te perdi, és barco sem comandante
nas ondas desse teu mar repleto de fel!
06.10.09
14.36 hrs
181º soneto - ano 2009

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