CLARIDADE
Mesmo caminhando contra o vento da maré,
por entre o teu olhar me vou refugiando,
para que nunca possa trocar o meu pé,
tão pouco fugir do que não estou alcançando!
Sei que chegar ao tal sitio, todos iremos,
mesmo que o relógio ande sem se dar corda!
É a coisa mais certa que todos nós teremos:
andar por cá até o rebentar da corda!
Continuo a acreditar que eu acredito,
mesmo contrariando uma má vontade
que ás vezes me bate á porta, logo medito:
Isto é a ventania da contrariedade,
que me diz para parar... Mas eu espevito!
A luz que eu tenho vem sempre da Claridade!
05.07.09
20.18 hrs
176º soneto - ano 2009

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