TEMPESTADES
Paira no ar um vento estranho, sem amanho...
Há uma febre deslambida, sem medida,
e que por não ter espaço no seu tamanho,
corta a respiração no respiro da m'nha vida!
Há uma misteriosa sombra que me ensombra
em cada passou que dou, para onde vou.
Parece um gesto cinico que não se ombra
na pessoa que eu sei quem sou e como estou?!
Sinto vir por ai um vendaval, sem moral.
Rancores de punhos de renda, falsidades,
irão dizer que o vento sempre lhes fez mal.
Que o digam! Para mim foram imoralidades!
Há no ar uma semente de negra, sem igual...
Semearam-na!? Colham pois as tempestades!
23.05.09
19.04 hrs
166º soneto - ano 2009

Do Melhor
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