QUE DIZER?...
Sabes quanto me amarguro quando te procuro.
E o vulcão de olho adormecido, vomita,
explode mágoa, dor, neste peito escuro,
enquanto a lava corre, minha alma grita!
O tempo pode sarar o que tem de sarar
e se não sára é que a chama não deixa,
e a tristeza ainda está acesa na queixa,
e para onde irão as vagas do meu mar?
Que dizer do meu silêncio atormentado
que me flagela neste atropelo, atropelado,
e que ficou dentro de mim aprisionado?
Tenho dentro de mim um enorme desejo:
Que o meu sonho traga ao destino só um beijo,
mesmo sem ter que dizer porque não te vejo?
18.05.09
164º soneto - ano 2009
22.22 hrs

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