APAGADA
O Sol se eclipsou, e o mundo se calou.
A Lua cheia no painel desapareceu.
Um disforme vagalhão salgado me atirou
borda fora deste mundo que não é meu!
Até tu que me ouvias silenciada
me deste abrigo nesta corrente,
apagaste a luz do alto iluminada
para ficares uma vez mais na mesma gente...
Foi frieza, raro acto que me entrou
na minha alma mórbida mal entendida,
que esse teu Sol num ápice se esfumou,
apagando de repente a chama ardida.
Sinto que esse teu gesto se afastou
e por tal estás agora noutra vida!
28.10.08
157º soneto - 2009

Do Melhor
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