RIO DE ABRIL
Neste meu rio onde sempre brinquei contigo
flutua um cravo de Abril de cor avermelhado,
em ondas mil, neste Abril desacreditado,
que memorizo na alma que me deu abrigo!
Vai à tona da maré, no Judeu, a flor,
que fez memória e que ainda reza a história,
de quantos como eu lhe dedicam amor
na palavra liberdade que nos deu glória!
Desgastada lá vai ela deambulando,
ao encontro de uma mão que a apanhe
enquanto se vê por cá quem a desdenhe...
E se tu a apanhares, fá-lo cantando,
como o Zeca. Com ele estão cá mais de mil
a festejar neste nosso rio de Abril!
24.04.09
23.03 hrs
155º soneto - ano 2009

Do Melhor
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