UM NATAL VIVIDO
Hoje estou como o tempo: Há um Sol sem cor.
Há um sentimento esquisito, sem igual...
Talvez pelos cheiros dos fritos, sem sabor
que pairam por aqui nesta quadra de Natal?!...
Eu me confesso: Há uma enorme tristeza
em todos estes momentos que não tenho calor
das palavras quentes, de tamanha destreza
vindas da enorme aflição deste meu amor!
Não sei do que é, mas sei que bem não estou!
Também estou como o tempo, o Sol se pirou
por entre amarguras das nuvens estivais
Penso na vida e, de tanto nela pensar
sou como o tempo: passa por mim sem voltar!
É o natal que se foi e não volta mais!
23.04.09
09.50 hrs
153º soneto - ano 2009

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