ILUSÃO
Nunca escondi uma paixão com medo de a perder...
mas já perdi paixões que só eu pensava ter!
E quantas ilusões que por mim passaram
e quantas vozes me mentiram, não me amaram?
Quantas vezes fui enganado, mesmo iludido,
que agora seria mesmo para valer?
Quantas vezes ganhei sem nunca ter vencido
e quantas vitórias me fizeram perder?
Enganos destes, nem todos foram enganos...
Foram ventos passados, dádivas dos anos!
Recordo-os todos. Trago-os no coração.
Por ser transparente, sou pessoa sem medo...
E quanto ao que eu guardo para mim é segredo
mas não deixa de ser hoje outra ilusão!
20.04.09
17.01 hrs
152º soneto - ano 2009

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