NÃO DESANIMES!
Fitei o teu olhar triste, tão perturbador,
inquieto, inseguro, quiça distante,
um olhar confuso, misterioso, sem cor,
e eu li que tu és doce, és cativante!
Quis estender-te a mão, dar-te vida, dizer
palavras que tu precisas de as ouvir,
de gestos que tu não os deves esquecer,
mas o tempo, esse, não nos fez sorrir!
Estás carente, como tantos que ai vagueiam,
e o mundo que passa ao lado, todos passeiam,
e eu que existo te digo: - não desatines!
Há mais alguem perto de ti, alguém tão capaz
em mudar o teu olhar... Dá-lo vida, paz!
Segue em frente mas à frente! Não desanimes!
04.04.09
22.05 hrs
132º soneto - ano 2009

Do Melhor
Linkk
del.icio.us