DIGNIDADE
Coitado. Mais um dia sem trabalhar.
Mais um dia sem ter nada para comer.
E tanta coisa que ele tam para falar...
E não há ninguém que lhe possa valer!
Responde a anúncios de ocasião.
Bate a porta quase sempre bem fechadas.
Se nos seus sonhos já não mora a ilusão,
o passado, foi para ele conto de fadas!
Que esperança este Homem pode ter
se as leis são vagalhões ao desgoverno,
aumentando a enorme precaridade?!
Só lhe resta que venha alguém aqui dizer:
Quando deixares de viver neste inferno,
então sim: - Ganharás a tua dignidade!
02.04.09
10.49 hrs
130º soneto - ano 2009

Do Melhor
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