GOLPE
Ouvi o recado. Calei-me. Segui caminho.
Esperei. Pensei no que iria dizer, fazer...
acordado na alcoolemia do teu vinho,
estar preparado para sentir e te ver!
Vi chegar a tua luz vinda de longe, distante,
e com o meu olhar olhei todo o esplendor
que me iluminou, fulminou e, num instante,
partiu logo sem um abraço forte de amor!
Foi um golpe sem tempo com tudo marcado,
onde se controla todo o compasso que é dado,
porque há uma ordem má que não devia haver.
Aparvalhado, fiquei surdo, mudo, calado...
Sem respirar fiquei atónito, inerte, parado,
porque sequer me deste tempo para eu te ver!
22.03.09
08.41 hrs
117º soneto-ano 2009

Do Melhor
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