INDO ASSIM...
Sinto uma dôr estranha aqui no peito
que me aperta e me dá enorme ansiedade,
que me deixa atónito, aparvalhado, sem jeito,
por não te ver nas ruas na minha cidade!
Ando de encontro ao encontrão, desencontrado,
e os ponteiros da vida não me vão perdoando...
Há quem já esteja a dormir, aconchegado,
e eu sem ti, conto as horas que vão saltando!
Assim eu passo o tempo com ele a passar,
sentindo-o que me desgasta sem parar,
um segundo, um minuto de um longo fim!
E tudo acontece, porque nada acontece,
tão pouco a Lua me fala ou me oferece
sinais de ti! E eu, cá vou indo assim...
13.03.09
08.58 hrs
109º soneto - ano 2009

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