OLHAR EMBRIAGADO
Num curto olhar meu, vejo a água adormecida,
quieta, a ser contemplada com o teu olhar.
Bastou um sorriso teu p'ra a ver mexida,
como se um dedo meu entrasse nela em circular!
A Lua, ao mostrar-se, pareceu-nos dizer,
que o teu olhar tinha a força do universo,
para que um poeta te fizesse mais um verso,
e te lê-se o que tinha acabado de escrever!
Eu só via o teu olhar dentro do meu olhar
e nada mais havia para ser visto em nós!
Somente a Lua deixava-nos estar mais sós!
E a água do lago dançando ao som de um beijo,
foi ficando embriagada com mais desejo,
até que as ondas parassem no seu ondular!
09.03.09
22.09 hrs
105º soneto - ano 2009

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