PAPOILA VERMELHA!
Vem a caminho com rumo certo, devagarinho,
a dança do vento numa papoila avermelhada,
que em corrida louca, galgando caminho,
virá ter à mão duma espera tão desejada!
E ao olhar o céu, num céu mais que azulado,
a papoila, deixar-se-á tocar, colher,
pelo gesto da mão e que de braço dado,
transforma-a na mais bela, linda mulher!
E por entre os romoinhos se beija o beijo,
numa papoila hoje real, ontem desejo,
com o sonho de outrora prestes a chegar.
De olhar aberto, esbugalhado, mas certo,
há-de ver e sentir que o abraço está perto,
entre a papoila e a mão que lha há-de tocar!
03.03.09
22.04 hrs
97º soneto - ano 2009

Do Melhor
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