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As estrelas firmadas no céu

06/04/2008 GMT 1

Continuar...

joellira @ 10:33

O que me vale
é que o Sol continua a brilhar
as minhas ideias e a refrescar a alma,
apesar
de algumas noites
sentir a frieza
de estrelas ofuscas no meu espaço,
vagueando,
sem rumo e sem norte...

O que me vale,
é que a Lua me sorri
quando tento passar para ela
a minha indignação
sobre todo este mistério,
sistematicamente
presenciado
entre o que me vale e o que me tem valido!

Se não fosse
a minha tenacidade forte,
o capricho de lutar contra vagalhões,
nunca tinha realisado esta viagem
entre tantas estrelas
nesta galaxia Universal!

Não tenho desarmado
a minha armada
do meu peito,
do me coração
e da minha vontade,
continuo,
a carregar forças vindas de não sei onde
para continuar,
mesmo que só
esta batalha
entre o bom e o mau,
o doce e o amargo,
o ser e o morrer,
o ficar e o largar,
o real e o fingimento,
a verdade e o cinismo,
a expontaniedade e a hipocresia!

Continuo a escrever
palavras de aço
na proa do meu casco,
sob bandeira piratesca,
a desfraldar por tudo quanto é sitio!!!

Continuo a pensar
que embora com tripulação à minha beira,
não tenho palavras de amor para lhes dizer.
Nem flores para dar,
principalmente,
para quem bebe da minha água
e não faz atenuar esta mágoa
que flagela dentro de mim!

O que me tem valido,
é que tenho sabido continuar esta cruzada
até aqui:
Continuar. Continuar. Continuar...
A navegar!!!

Comentários

Comentários(19) »

  1. A Emancipação da Tigresinha

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Na caverna do grito
    A pura opressão
    À serviço do cão
    Vida em conflito

    Corrente de aço
    Freio da civilização
    Da beleza – a punição
    Da suavidade - o pedaço

    Poder de coação
    Infligindo ao belo
    Um mundo em farelo
    Não tem emoção

    Força da maldade
    Criaste a ferida
    A gaiola trazida
    Leveza sem liberdade

    Passiva e paciente
    Um mundo a voar
    Na tela a quebrar
    A emoção consciente

    Planeta continuado
    Ao futuro povoar
    Nos grilhões a chorar
    O caminho trincado

    Semente da preservação
    Maltratada e dolorida
    Julgada e oprimida
    Não tem solução

    A Lutar no tempo
    Vencer o preconceito
    Um simples direito
    No véu do tormento

    Casa e guerra
    Que nunca termina
    Luta genuína
    O silêncio encerra

    Abri sutileza – a mordaça
    Deixa passar
    Precisa caminhar
    Liberdade da fumaça

    A dona do tempo
    Forma nova geração
    Para que opressão
    Tigresinha – O momento

    Luiz Domingos de Luna | 29-05-2008 - 00:43:41 GMT 1 #

  2. Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

    Luiz Domingos de Luna | 02-06-2008 - 22:41:07 GMT 1 #

  3. O Tempo

    Luiz Domingos de Luna

    Em um canto caído
    O mundo a girar
    A vida a passar
    Encantos sofridos

    Corpos envelhecidos
    Suaves serenatas
    Existência ingrata
    Onde queres chegar?

    Pisando a paisagem
    Em uma passagem
    Sempre a moldar
    Com sua influência
    Queima a paciência
    Quem vai desvendar?

    Um novo dia
    O sol já raiou
    O momento passou
    Não vai mais voltar

    Do silêncio ao ruído
    Num canto perdido
    Do universo a girar
    Vai-se perguntando
    Cantando ou chorando
    Onde queres chegar?

    Dor desmedida
    Dúvida da vida
    De o mar serenar
    Ficou a história
    Em nossa memória
    Teima em passar.

    Assim, meu irmão
    faça algo
    pela sociedade
    que fica a esperar
    a sua contribuição
    para uma nova nação
    vamos edificar ?

    Luiz Domingos de Luna | 02-06-2008 - 22:42:42 GMT 1 #

  4. A Dimensão da Curva.

    Ser simples como o vento
    Sem orgulho ou vaidade
    Sem presilha de saudade
    O fazer do talento

    Neste espaço
    A arte derramada
    A humanidade untada
    A mansidão do aço

    DNA do pedaço
    Clone da existência
    Parada!!! Penitência
    Mel, fel, Melaço

    Teima rima
    Idéia quebrada
    Vida aviltada
    Polidez, Lima

    Floresta humana
    Paisagem social
    Ócio, diferente ou igual ?
    Vida que emana.

    Cadê vaidade ?
    Tua força jovial
    O Saldo é o sal
    Felicidade?
    Haja serotonina
    A cor do batom
    É quem dá o tom
    Da vida que começa ?
    Ou da que termina?

    Luiz Domingos de Luna | 02-06-2008 - 22:44:35 GMT 1 #

  5. O Poder
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaurora.com

    Força de ação
    Do bem ou do mal
    Ponto temporal
    Sociedade –Ligação

    Da visão conjunta
    O desenvolvimento
    Luz do talento
    Liga que betuma

    Da visão individual
    Dor que atormenta
    A sociedade lamenta
    O cheiro do mal

    Sem o deslumbre
    Compromisso na mão
    Povo, cidade, nação
    Sol, luz, vaga-lume

    Quando o ego se projeta
    Nasce o tirano
    Não existe humano
    Cinza que inquieta

    A sociedade agonizada
    Ferida cambaleante
    A certeza do errante
    Civilização estagnada

    O poder é entre
    Espaço tempo
    Luta a todo O Momento
    Entre, saia, sempre.

    Luiz Domingos de Luna | 02-06-2008 - 22:45:57 GMT 1 #

  6. Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim.

    Luiz Domingos de Luna | 07-06-2008 - 21:59:11 GMT 1 #

  7. Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

    Luiz Domingos de Luna | 14-06-2008 - 05:03:29 GMT 1 #

  8. Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente

    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado

    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência

    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha

    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?

    Já não é chegado
    A hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência - postado.

    Luiz Domingos de Luna | 29-06-2008 - 04:08:50 GMT 1 #

  9. O professor Luiz Domingos de Luna aceita a postagem de seus trabalhos em todos veículos que difundam a arte leterária, sem a necessária autorização do autor, porém, é vedado quaisquer contatos com o autor, visto seus trabalhos serem postados para o engrandecimento da epistemologia genética da humanidade. Busque na web- Luiz Domingos de Luna- Faça sua postagem, caso goste das poesias.

    Luiz Domingos de Luna | 01-07-2008 - 14:29:53 GMT 1 #

  10. Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?

    Luiz Domingos de Luna | 03-07-2008 - 04:22:24 GMT 1 #

  11. A Fábrica de Universos
    Luiz Domingos de Luna

    Os bósons são inteligentes
    Escondidos em outra dimensão.
    Por que tanta precaução
    É um ato consciente?

    A ciência está na cola
    Graças à matéria escura
    Que dificulta a procura
    Confunde o eixo da mola

    Choque de matéria e luz
    Curvado no infinito
    São partículas de granito
    Ou mistério da órbita conduz?

    Esta imantação é problema
    Dependência de uma ditadura
    Da energia e da matéria escura
    Um cárcere privado com algema

    Iluminados - O que fará
    Com o bóson aprisionado
    Um mistério bem guardado
    Ou ao humano entregará?

    A Quem interessa?
    Uma fábrica de universo
    Os paralelos diversos
    Para que tanta pressa

    Um universo precisa
    De um planejamento
    Senão o novo engole a gente
    Seja humano ou não
    Tudo vai para o ralo do nada
    Cadê a inteligência em projeção
    A Consciência e a razão
    Virou tudo fragmento
    Não basta o pensamento
    No túnel do tempo
    Numa vida a bailar

    Luiz Domingos de Luna | 05-07-2008 - 20:34:06 GMT 1 #

  12. Nome: Luiz Domingos de Luna - 15/7/2008 - 11:58
    Sou grato a quem acessa este site:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198 e posta minhas poesias neste espaço, pois a verdadeira amizade espiritual é aquela que une a massa humana no bem estar da coletividade, pois, se recebemos um mundo injusto não é justo repassá-lo para as as futuras gerações. Os seres humanos são muito atrelados ao espaço físico corporal, não sabem estes, que sem este corpo mortal, seríamos eternos na magia espiritual que está no "toque" de construir a epistemologia genética da humanidade.-Sem contato, Conto com você, caro leitor, na difusão de meus trabalhos literários.

    Luiz Domingos de Luna | 15-07-2008 - 16:14:18 GMT 1 #

  13. A Tela de Compostela
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Matéria no corpo diluída
    O Espírito a chama clarear
    Contorno de tudo a acentuar
    O Equilíbrio da alma indefinida

    A estrada da poeira percorrida
    O Peso da história a carregar
    Andarilhos pelo mundo a vagar
    Corpo dilacerado, carne dolorida.

    Busca da grande interrogação
    Indagação ao humano, toda hora.
    Pergunta sem resposta, que aflora.
    Na caminhada, da caminhada - a imensidão

    A fadiga corrói o corpo fraco
    Na tela do ferro a rasgar
    O corpo humano a sangrar
    Na busca da infinitude do aço

    Em pedaços a matéria a chorar
    Clamando o grande encontro
    É o homem, é o outro, é o espanto
    Que no final tem que juntar
    Carregando em um só corpo o mistério
    Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar

    Luiz Domingos de Luna | 20-07-2008 - 02:50:57 GMT 1 #

  14. Espaço de luz!

    Luiz Domingos de Luna

    Uma idéia nasceu
    Percorreu o espaço
    Sinto o que faço
    Já não sou eu

    A obra que rola
    Na esfera social
    No arremate final
    Parece uma bola

    Cada chute uma pancada
    -O Público já analisou
    Pois, ele é sempre o senhor.
    Da obra que foi criada.

    Estrada corrente de dor
    Cada letra uma pisada
    Toda linha esmagada
    Na lógica do leitor

    O Conjunto é uma esfera
    De vértice quebrado
    Ou tem giro acelerado
    Ou o motor emperra

    Passar no crivo social
    Num filtro bem condensado
    Na página, tela, lixo ou lado.
    O Poema tem seu final.

    Site: www.revistaaurora.com

    Luiz Domingos de Luna | 24-07-2008 - 17:39:51 GMT 1 #

  15. Alma Ferida
    Luiz Domingos de Luna

    Na Caminhada dos passos
    Resistência de um intelecto
    A Dor de um martírio incerto
    O barulho do tempo espaço

    No asfalto rastejando ofegante
    Fome, dor, tristeza e cansaço.
    Tem que nervo de aço
    Para subir a rampa derrapante

    De repente um chute nas entranhas
    O Corpo o saco de pancadas
    A vida a um tempo aniquilada
    Pelo ódio brutal do tirano

    A Matéria toda esfarelada
    As carnes doloridas na estrada
    Cada murro uma queda abalada
    A dor da morte avizinhada

    A Carne morredoura fraquejante
    O Espírito um eterno vigilante
    Observa o corpo frágil ondulante
    O Olho não reconhece mais o atacante

    A Inércia empurra o corpo cambaleante
    A derrota da matéria castigada
    O Troféu do agressor é levantado
    Derrotaste a carne morredoura
    Mas a alma a sonhar encantadora
    Nos umbrais do tempo a gritar
    -Tenho que juntar este bagaço
    Humano e uma nova vida começar?

    Luiz Domingos de Luna | 31-07-2008 - 17:18:41 GMT 1 #

  16. A Miragem
    Luiz Domingos de Luna

    É muito fácil observar
    A presilha dos seres humanos
    Sentidos, prazeres, desenganos.
    Uma paisagem a embelezar

    Tudo parece um sonho
    Emoções sentimentos
    Um corpo lançado ao vento
    Na busca de um mundo risonho

    Cada um num carrossel a girar
    O filme da vida pontuando
    O Futuro ao presente ocupando
    O Passado a história registrar

    A maquina humana em movimento
    Os líquidos internos em plena ação
    Uma desordem que vai parar-Pena
    Deixar a cadeira, para outro ocupar.
    É um show com tempo determinado
    É Viver plenamente a emoção?
    É A razão e emoção conjuntamente
    Ou o grande parque da Ilusão ?

    Luiz Domingos de Luna | 03-08-2008 - 03:33:44 GMT 1 #

  17. A Busca

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    A Alma humana a buscar
    A todo e qualquer momento
    É uma força ou um sentimento
    Que nunca pode parar

    É incrível o aprimoramento
    Que precisa aprimorar
    O pensamento a vagar
    Em um novo firmamento

    Seja qual for à maneira
    Tem que modificar
    Pois está no DNA
    É uma seqüência inteira

    Tudo a repensar
    Nada está concluído
    É como um fluido
    Em constante derramar

    Talvez o eixo da dúvida
    Esta procura, enfim.
    Nada tem um fim
    É o sentido da vida

    Parar um instante
    Isso nem pensar
    A busca sempre a buscar
    É uma corrente andante.
    Aonde vamos chegar?

    Luiz Domingos de Luna | 11-08-2008 - 22:38:25 GMT 1 #

  18. Aurora, uma janela para o céu

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Pedi permissão ao tempo
    Nas asas do pensamento
    Voando vai minha ilusão
    Pelos caminhos obscuros

    Da minha história esquecida
    Momentos de vida vivida
    Na mais linda sedução,
    Pois ainda em tenra idade

    Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
    Sonhei, lutei, na selva humana,
    ganhei o meu troféu de herói,
    construi minha cabana tenho o meu transporte
    meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,

    Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
    Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
    Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,

    Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
    Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
    Consegui o que queria numa luta bem renhida,
    Luta que se renova no amanhecer a cada dia.

    Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
    Na janela da memória vivo a minha própria emoção
    Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
    Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,

    Em meu apartamento a lembrança me seduz,
    Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
    Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
    Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,

    Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
    O apito do trem, as missas bem demoradas,
    As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
    De manhã a passarada num canto de louvação.

    Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
    Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
    Todos para a ABA numa inocência fecunda
    Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,

    Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
    Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.

    Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
    Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido

    Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm

    Luiz Domingos de Luna | 12-08-2008 - 16:50:57 GMT 1 #

  19. A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento.

    Luiz Domingos de Luna | 16-08-2008 - 03:48:22 GMT 1 #

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