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As estrelas firmadas no céu

09/04/2009 GMT 1

QUINTA FEIRA!

joellira @ 09:40

Para quem é crente, tem fé e acredita
que existe algo para além da inteligência,
da mente humana, Há uma outra bendita
que a todos nos põe em constante continência!

Para muitos já é santa a quinta feira
e para outros é mais um dia a ter em conta.
Mais sagrada e santa é a sexta verdadeira
em que a eclesiástica toda ela se apronta!

Nesta quadra todos deviamos meditar,
no amor que ainda falta fazer, dar,
trazer na boca a palavra salvação!

Se assim ao menos fosse pois um só dia,
todo aquele que está no mundo logo sentiria
que não é só na quinta que se come pão!

09-04.09
09.30 hrs

138º soneto - ano 2009

08/04/2009 GMT 1

TALISMÃ

joellira @ 19:55

Perto dos meus olhos um olhar reluzente
de tamanho amoroso, sorriso elegante,
mostrava uma alegria viva, contente,
que logo marcou presença bem cativante!

Pequena, leve, de uma luz infindavel,
fez-me lembrar alguem de um outra paragem
que ainda recordo-a como uma miragem,
alguém que nunca deixou de ser amavel!

Perto do meu olhar, um outro olhar pequeno,
sorriu e do meu fugiu sob um olhar sereno,
como se se tratasse de um estranho íman!

Eu sei que não há tamanho nem medida,
tão pouco um peso para tanta e tanta vida,
e é por isso que a tua luz é talismã!

08.04.09
19.54 hrs
137º soneto - ano 2009

07/04/2009 GMT 1

LUZ CINTILANTE

joellira @ 12:45

Olhei o ceu e vi naquela imensidão
tamanha luz cintilante que me deixou
estático, imovel, preso na atenção
por sentir algo que me apresionou!

Tentei tocar numa das pontas a estrela
e com o meu olhar esticado, fui a ela,
beijei-a pelo espaço e sem espaço fiquei.
E ao nascer do dia, renasci. Voltei!

Que luz aquela me banhou! Que me sorriu,
que me falou de amor e que a Lua ouviu,
fez-me parar no meu tempo de caminhante!

Explodiram fragmentos de Sóis estrelares,
ouviram-se canticos surgidos dos mares,
e eu contigo senti a luz cintilante

07.04.09
12.44 hrs
136º soneto - ano 2009

06/04/2009 GMT 1

PAPEIS...

joellira @ 13:53

Entre recortes, pedaços de tempo, leio,
frases escritas por mim, outras de alguém,
e, entre o futuro e passado estou no meio,
no presente a recordar o que hoje eu sei!

Há construções de tintas, traços no papel:
vogais, consoantes, virgulas, pontos finais.
Vejo-me a ler frases de fel e de mel,
bebendo sonhos que nunca foram demais!

De colher em colher, desfolho e disfruto,
pecados, morangos que não me deram frutos,
palavras queimadas pelo sono Outonal.

Enquanto as recordo, há um piano a tocar...
Mexo em papeis, flutuo em terra sem lugar.
Entre recortes, não vejo nenhum igual!

06.04.09
13.53 hrs
135º soneto - ano 2009

05/04/2009 GMT 1

FAZER DOS OUTROS PARVOS...

joellira @ 21:55

Quem não honra os compromissos assumidos
não têm postura, fazem da vida um deixa a andar!
Depois, não vão gostar de ouvir certos alaridos
que o povo lhes possam vir a enxovalhar!

Que falta de lisura há em certas pessoas
que não sabem respeitar ao já combinado!?
De frente, mostram-se tão sérias mais que boas
e ao virar da esquina, muda-se de fado...

Quem practica o jogo do cão e do gato,
ou mesmo do gato atrás de um rato,
sabe muito bem que não é jogo que se faça!

Fazer dos outros camelos, ou parvalhões,
é andar na vida aos empurrões e encontrões!
E quem vive assim nunca tem nem deixa graça!

05.04.09
21.53 hrs
134º soneto - ano 2009

SABER

joellira @ 11:22

Saber ouvir, é ter consigo a dignidade.
Saber falar é ter o dom que Deus lhe deu,
Saber dar amor é semear a verdade
dando mais luz a uma estrela lá no céu!

Saber sentir, e ter a alma muita atenta
às coisas más do mundo que nos apoquentam...
Saber sorrir, é dar largueza até mais não!
E sonhar, dá muito alma ao coração!

Saber que estamos cá todos a caminhar,
seguindo para a mesmissima direcção,
é saber que a vida gere pão, dá-nos mão!

E todos os que aqui vêem sentir, escutar,
sabem que o fim é igual no terminar...
Melhor será termos a mão presa a outra mão!

05.04.09
11.22 hrs
133º soneto - ano 2009

NÃO DESANIMES!

joellira @ 09:59

Fitei o teu olhar triste, tão perturbador,
inquieto, inseguro, quiça distante,
um olhar confuso, misterioso, sem cor,
e eu li que tu és doce, és cativante!

Quis estender-te a mão, dar-te vida, dizer
palavras que tu precisas de as ouvir,
de gestos que tu não os deves esquecer,
mas o tempo, esse, não nos fez sorrir!

Estás carente, como tantos que ai vagueiam,
e o mundo que passa ao lado, todos passeiam,
e eu que existo te digo: - não desatines!

Há mais alguem perto de ti, alguém tão capaz
em mudar o teu olhar... Dá-lo vida, paz!
Segue em frente mas à frente! Não desanimes!

04.04.09
22.05 hrs
132º soneto - ano 2009

03/04/2009 GMT 1

AGRADECER

joellira @ 16:09

Fica-te muito bem saber agradecer
a quem te fez um favor ou te deu a mão.
Tu nunca deves essa pessoa esquecer!
Tra-la sempre contigo no teu coração!

Não te esqueças de quem te ama e te quer bem.
Sê humilde e nunca lhes vires a cara.
A arrogancia é filha de um pai sem mãe
e o cinismo traz um mal que nunca sara!

Não deixes para amanhã o agradecimento,
que o verbo pode entrar no esquecimento,
e quanto mais tarde o fizeres pior será!

Agradece sempre o favor, a atenção,
daqueles que nunca sabem dizer-te não!
E desculpas, certamente, ninguém as dirá!!

03.04.09
16.07 hrs
131º soneto-2009

02/04/2009 GMT 1

A ALGUÉM

joellira @ 10:59

Escolheste o silêncio.

O silêncio onde nada se ouve,
tão pouco se vê mexer coisa nenhuma!

Escolheste o caminho do silêncio
de um um novo caminho,
deixando alguém atras nele sozinho...

O mundo acontece,
tudo gira à nossa volta
e, nele existe
a doçura e a revolta!

E o silêncio perdura...

Ainda hoje mergulho
nesta noite sem estrelas
no céu a brilhar!

Ouves a minha voz a gritar?

Sou sentinela da minha escolta!

Como ser feliz
com tanto silêncio à solta?!

Me silenciei.

Estou silenciado!

Faltas-me tu a meu lado!

05.01.2009

DIGNIDADE

joellira @ 10:49

Coitado. Mais um dia sem trabalhar.
Mais um dia sem ter nada para comer.
E tanta coisa que ele tam para falar...
E não há ninguém que lhe possa valer!

Responde a anúncios de ocasião.
Bate a porta quase sempre bem fechadas.
Se nos seus sonhos já não mora a ilusão,
o passado, foi para ele conto de fadas!

Que esperança este Homem pode ter
se as leis são vagalhões ao desgoverno,
aumentando a enorme precaridade?!

Só lhe resta que venha alguém aqui dizer:
Quando deixares de viver neste inferno,
então sim: - Ganharás a tua dignidade!

02.04.09
10.49 hrs
130º soneto - ano 2009

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