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As estrelas firmadas no céu

16/04/2009 GMT 1

TODOS SUBMISSOS...

joellira @ 09:33

O que se faz no mundo, faz-se mal feito.
E ao que não se fez, deve-se fazer perfeito!!
É o que se diz por cá e se vai ouvindo...
Que coisa!... Sem ser verdade vão-nos mentindo?!

O mundo sobe a outra Torre de Babel...
De confusão em confusão está sem norte.
A escada não é de aço mas sim de papel
com milhões de almas a caminhar sem sorte!

Parecemos carneirinhos, todos obedientes,
muito felizes, satisfeitos e contentes...
Assim vai o mundo em perfeita ilusão!

E um dia que tarda em chegar se há-de ver
como é que tudo isto há-de acabar, saber,
aonde é que mora a força do povo, a razão!

16.04.09
09.33 hrs
147ºsoneto - ano 2009

15/04/2009 GMT 1

O QUE FOI QUE EU FIZ?

joellira @ 10:49

De quando em quando entro na escuridão
de um passado recente que me atormenta.
Eu bem queria não me lembrar da ilusão
que me fez viver e ainda hoje me afugenta!

Evoco por vezes iras, obscenidades,
raivas soltas que mexem comigo, porquês?!...
Factos passados no amor com falsidades
que me secam a alma por outros tantos quês!

Quando paro para pensar, alguém me diz:
- Não penses nisso. Desiste. Tudo morreu...
Talvez tenha morrido. Mas quem foi que perdeu!?

Bem quero sair desta teia emaranhada,
que a sinto dentro de mim aprisionada!
Mas não consigo sair dela. O que foi que fiz?...

15.04.09
10.48 grs
146º soneto - ano 2009

14/04/2009 GMT 1

PUXA POR UM CADEIRA E SENTA-TE

joellira @ 13:48

Enquanto eu abro a janela e ouço o mar,
puxa por uma cadeira, senta-te e ouve
a voz do oceano fazendo as ondas dançar,
e sente o brilho do Sol que em nós se move.

Respira fundo e volta a respirar,
enche a alma de sonhos e fá-la voar
até ao infinito do brilho duma estrela
que todos gostariam de um dia a tê-la...

Fecha os olhos e voa que não é proibido.
Hoje aqui tudo se diz e se faz com sentido.
Eu preciso de ti. Dessa tua energia.

Deixa-te estar. Não te levantes Dá-me a mão!
Aperta-a contra o meu peito. Sentes a emoção?
Não feches a janela. Olha a luz do dia!

14.04.09
13.49 hrs

145º soneto - sno 2009

OLHAR DE FRENTE!

joellira @ 09:03

É o nascer do Sol que me dá tal beleza,
que rompe o horizonte com a sua luz,
que me dá com o seu calor a maior riqueza,
que meus olhos se admiram e me seduz!

O Mar por excelência, centro das atenções,
mostra a força natural quem ali comanda...
Só ele abraça os sonhos e as ilusões,
e no seu espectáculo ninguém manda!

E que dizer de uma noite muito estrelada,
dum vómito vulcanico incandescente,
da tempestade para muitos amaldiçoada?

Haverá pois visão mais linda, encantada,
que esta vida nos oferece diáriamente?
Penso que não! Basta-nos só olhar de frente!

14.04.09
09.03 hrs
144º soneto-ano 2009

13/04/2009 GMT 1

CHAVE

joellira @ 23:46

Vivo no meu planeta Azul e tu me lês.
Sentes-te feliz quando te falo e me vês!
No meu Mar há uma caravela a navegar,
percorre as nuvens com a Lua a namorar.

Trago a chave das muitas portas para eu abrir,
ela é mais um dos segredos vindos do além!
Transforma as coisas somente sem as pedir:
Acontece nesta vida que vai e vem!

Não preciso que o mundo me impeça, me trave,
de andar, correr, procurando a felicidade!
A vida me criou, deu-me a mais bela chave

que dia a dia abro mais um céu sem idade!
E em terra firme sei onde está a eternidade:
Basta-te amares e sonhares na minha nave!

23.45 hrs
13.04.09

143º soneto - ano 2009

12/04/2009 GMT 1

FALAR DE AMOR...

joellira @ 17:08

Enquanto houver fome de palavras sãs,
ternuras pendentes pelos galhos da vida,
olhares perdidos, desamparados com dor,
poderei eu alguma vez mais falar de amor?

Falar de amor...

Enquanto se ouvir mentiras, promessas vãs,
gestos impróprios de humanos desumanos,
paisagens sombrias, friorentas, sem côr,
como poderei eu escrever palavras de amor?

Falar de amor...

Enquanto sentir a traição dominar a malvadez,
a solidariedade morrer à nascença logo gritante,
por entre injúrias, perjúrios de um cancro, tumor,
será que ainda existe dentro de mim a palavra amor?

Falar de amor...

Falar de amor, seria melhor que este mau sabor
dos travos amargos que tenho-os comigo, vomitassem
para sempre aos falsos profetas todo o meu rancor
para que eu pudesse, finalmente, falar de amor!

Falar de amor...

Como falar de amor se há Crianças que morrem sem pão,
onde a água amarelada tão pouco lhes refresca o coração,
e o poder lhes rouba a ilusão, maltratando-as com furor,
claro que é difícil para mim falar de amor!

Falar de amor...

Há quanto tempo não ouço dizer frases amor,
mesmo ditas ao vento e que só o vento mas faz bailar?
Por isso se a mariposa perdeu a força, o jeito e o rigor,
eu nunca deixei de pensar como é bom falar de amor!

Falar de amor...

Não posso esquecer que foi por amor que eu nasci!
Que fui desejo muito querido de alguém que eu já perdi!
Não quero esquecer a forma e o jeito de conjugar este valor!
Como tudo é belo à nossa volta quando se fala de amor!

( prosa rimada,
livre )

12.04.09

NOSTALGIAS...

joellira @ 10:11

Quantas alegrias adormecidas, desejos,
caprichos da vida, sonhos ao vento, beijos,
precorrem a minha mente, a minha alma,
que se me dão paz, tambem me roubam a calma?!

Quantas noites sem dormir, horas sem sorrir,
tardes sem o crepúsculo, sem o Sol sentir,
eu passei por debaixo da sombra da Lua,
com ela a observar os meus passos na rua?!...

Expônho-me, dispo-me, mostro-me ao mundo,
a um mundo asqueroso, ignóbil e imundo,
mas ninguém sabe quantas são as alegrias?!

Continuo a viver, logo a sonhar, pensando,
daí, alimentado-me do que foi passando,
e tudo junto todos eles são nostalgias!

12.04.09
10.11 hrs

142º soneto - ano 2009

11/04/2009 GMT 1

HOMENAGEM AOS MEUS ANIMAIS

joellira @ 18:39

Conheci em menino um amigo especial,
chamava-o por "Tejo", hoje recordação!
Era branco, enorme, invulgar animal:
Aquele foi o meu primeiro amigo: Um cão!

Depois, mais tarde, tive um "Rex", um rafeiro,
muito doido e amigo do coração...
Nunca me sabia dizer nunca um não!
Obediente, brincalhão e ladroeiro...

Seguiram-se com o tempo outros animais:
O "Pató", o "Caniche". E o "Moply" foi demais!
Tive tambem unhas afiadas, dois felinos:

Um " Ruca " e uma " Heidi ": Que linda viagem!
Vieram às minhas mãos todos pequeninos!
Aqui lhes presto a minha eterna homenagem!

11.04.09
18.39 hrs
141º soneto - 2009

10/04/2009 GMT 1

AMÊNDOAS!

joellira @ 16:51

Hoje recebi as mais belas e doces amêndoas.
Coisas doces à boca e quentes ao coração.
As goluseimas não foram dadas às toas,
mas sim todas elas com muita devoção!

São azuis, amarelas, brancas e há rosas,
pedaçinhos de açucar muito bem feitinhos!
Coloquei-as na boca e ao fazer prosas,
remeti-as todas em pacotes fininhos!

Recebi alegrias, vontades com vontades,
gestos turnurentos sem tempos, sem idades,
bonanças vindas de um longínquo horizonte!

E ao derreter as amêndoas na m'nha boca,
souberam-me a pouco. E a sêde ficou louca...
Agora, resta-me beber a água da fonte!

09.04.09
16.51 hrs
140º soneto - ano 2009

ESTADO DE ALMA...

joellira @ 16:11

Estou como o tempo: - Sem Sol, encoberto,
friorento, apreensivo, sem alento,
como se me visse num árido e tórrido deserto,
á tona numa onda empurrada pelo vento!...

Vagueio por aqui em pensamentos proibidos,
e por ruas com vida eu espalho calor!
Depressa, volto aos estados preteridos,
aos tempos da vida onde o amor tinha valor!

Algo triste, talvez pela quadra que atravesso
o meu estado de alma se disforma, lamente,
até porque sou pessoa, sou alguém, gente,

cujo sentimento, tem na alma o coração,
cujo olhar teu trago-o preso na tua mão
e tu sentes: Este é o estado que te ofereço!

10.04.09
16.10.hrs
139º soneto - ano 2009

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