Por acaso foste tu que criaste o Mundo?
O Universo do mundo que tu sabes:
O Mundo das Galáxias,
dos sistemas Solares,
dos buracos negros,
das Estrelas,
Cometas e Planetas!?
Já equacionaste o que estará por detrás de tudo isto?
Não há nenhuma inteligência que o decifre!
Ninguém neste mundo está autorizado,
mesmo cientificamente,
dizendo que sabe o que está para além do além!?
Ninguém!
Por acaso és tu que manténs suspenso no hemisfério, este planeta,
de seu nome: Terra!
Com mais outros planetas,
fazendo-os girar à volta do Sol,
nesta dança planetária
e que um dia tudo se transformará?
Mas que coisinha, mesquinha, estou eu falando para si?...
Por acaso já meditaste do porquê tu estares neste Mundo?
Neste mundo onde tu fazes parte integrante em tudo o que te rodeia,
e no qual participas, colhes e te alimentas,
onde a tua intervenção, como Ser humano,
activo, consciente e solidário
é praticamente nula, comparando com a imensidão do incalculável?
É que todos nós temos uma missão a cumprir
enquanto vivermos.
Sem que alguém nos diga qual!
Será que é preciso alguém nos dizer qual?
Então, não basta só um rasgado olhar por detrás da vidraça,
ou até mesmo um abrir de uma porta,
para nos apercebermos do porquê desta passagem,
que tem morada,
que reside connosco,
e que partilha connosco
desde do levantar do corpo até ao deitar do mesmo!?
Por acaso foste tu que deste vida à vida?
Ninguém te perguntou se querias fazer parte desta vida!?
Claro, que não!
A mim também não. Não me perguntaram.
Mas uma vez aqui…logo, existo!
Já alguma vez observaste
a transformação de uma flor,
no seu tempo de existência,
desde a sua fecundação até á sua magnificência?
E os movimento dos Mares,
os ventos do deserto,
a vida animal,
e da vegetal,
que dizes tu a tudo isto?
Provavelmente ficas a pensar que tudo é belo!
Espectacular!
Que não sabes… mais por ai adiante.
Somente, que tudo isto foi concebido som Sabedoria!
E como nada vem do nada
tudo teve o seu começo,
a sua origem das coisas
e dos seus porquês!
Pensa bem nisto enquanto vives!
Pois é pela vida e em nome dela que deves
viver, vivendo tudo como uma dádiva!
Não vale a pena gritar aos céus,
a pedir que ouçam as tuas preces!
Elas,
são tantas, que acabariam por se perderem no vazio do infinito!
Então,
percebe que tu és realmente a importância fundamental da tua vida!
Aceita-a tal como ela te apresenta no dia-a-dia!
Com resignação,
sem ódios e ressentimentos,
sobre o que deverias ter feito e não fizeste;
do que deverias ter dito e não disseste.
Não te penalizes. Não te flageles!
Aceita-a!
Aceita dignamente a dádiva que não pediste!
Ela está presente em todo o teu caminhar.
Sempre!
Se assim o fizeres, aceitando-o,
Saberás pois qual a razão de estares cá no mundo!
Joellira,25:7:07