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As estrelas firmadas no céu

18/05/2009 GMT 1

QUE DIZER?...

joellira @ 22:21

Sabes quanto me amarguro quando te procuro.
E o vulcão de olho adormecido, vomita,
explode mágoa, dor, neste peito escuro,
enquanto a lava corre, minha alma grita!

O tempo pode sarar o que tem de sarar
e se não sára é que a chama não deixa,
e a tristeza ainda está acesa na queixa,
e para onde irão as vagas do meu mar?

Que dizer do meu silêncio atormentado
que me flagela neste atropelo, atropelado,
e que ficou dentro de mim aprisionado?

Tenho dentro de mim um enorme desejo:
Que o meu sonho traga ao destino só um beijo,
mesmo sem ter que dizer porque não te vejo?

18.05.09
164º soneto - ano 2009
22.22 hrs

14/05/2009 GMT 1

ENQUANTO FALAVAS

joellira @ 20:46

Enquanto falavas parecia não te ouvir...
Olhava para essa luz cintilante, penetrante,
e em cada suspiro se escondia um sorrir
por entre a conversa, por sinal,cativante!

Enquanto te ouvia, eu me pus a sonhar
como é bom sentir alguem preso à alma solta
namorando a vida tão livre, sem revolta,
e tudo se dizia num só doce olhar!

Depois o silêncio não se fez sentir.
As vozes se calaram porque se calaram
e tudo pareceu não caminhar. Terminaram.

Enquanto saias não sei de onde, andei por ali
a pensar que a luz estava em ti e em mim
e quando voltei atras, não te vi partir!

14.05.09
163º soneto - ano 2009
20.47 hrs

13/05/2009 GMT 1

MEXETE!

joellira @ 18:50

Eu sei que tudo passa com o tempo.
E com o tempo tu também tens passado o teu tempo!
Parte dele a passar...
muito sem tempo para o analisares!

Sabes quanto tempo já passaste assim,
sem fazeres pelo próximo absolutamente nada?

Muito tempo, direi eu!

Não é que tu já não tivesses pensado em fazer
alguma coisa pelo o próximo...
Mas a vontade fala muito mais baixo!
E o tempo passa e tu não te mexes!
Não te envolves.
Ainda te encontras adormecida na vida!
Adormecida no teu tempo,
direi eu!

E eu sei que tudo tem passado a correr!

Vê como estás e com eras?!

Passou-se muita coisa à tua volta e
volta não volta
tu pensas em matar o tempo
e não sabes como fazer...

Deixas-te estar nesse sonho
durante o tempo que tens tido:
fazendo nada pelo o próximo!

Vês, lês, ouves e não te mexes
aos apelos que tens sabido ver,
ouvir e ler!

Estás quebrada,
parada,
parada numa parada da vida
onde o tempo te irá corruir,
enferrujar-te se não te pões a mexer
desse local onde nada fazes pelo teu próximo!

Sê como a Gaivota nos céus
que em liberdade esvoaça
e tem tempo para nidificar!
Sê como a Formiga
que te dá o exemplo do trabalho
e sê como uma abelha que fabrica o mel!

É tempo de te mexeres
e de não continuares parada
nesta parada de coisa nenhuma!

O próximo espera por ti de braços abertos!

Abre pois os teus braços que eles bem precisam deles!
Ainda há tempo para isso!

13.05.09
18.48 hrs

12/05/2009 GMT 1

ABENÇOADA

joellira @ 20:57

Quem ama e não tem dor, diriei que não tem amor!
O amor de que escrevo e que sinto dentro de mim,
tem por nome de uma felicidade sem fim!
É chama que se acende com a palavra calor !

Como se pode dizer que se ama sem se amar,
ou mesmo dizer que se sente sem se sentir.
quando as palavras saídas dormem no mar,
e os sentimentos são proferidos com mentir?

Eu queria ver o que desejo ardentemente
a felicidade sentida por toda a gente,
em cada respiração numa feliz mão dada!

Saber dizer e para todo o sempre ouvir
que finalmente há um verdadeiro sorrir
na força que há numa vida abençoada!

12.05.09
20.57 hrs
162º soneto - ano 2009

08/05/2009 GMT 1

LEMBRANÇA DE UM FILHO

joellira @ 08:02

Lembro-me nesta data o que aconteceu,
naquela última madrugada da Lua:
O Sol que te iluminava, desapareceu,
e a calçada dos teus sonhos ficou na rua!

Sem uma palavra ou um ténue carinho meu,
sem um beijo sequer do meu progenitor,
a dor foi com ele e com ele o meu amor,
ao partir sem um sorriso do seu adeus...

A missão findou e uma nova começou,
e mais daqui para a frente eu não digo nada,
por não saber o que há para além da morte?!

Acredito que seja belo o que se iniciou!
Que tenhas uma paz brilhante e sossegada,
e que por cá tenhamos todos melhor sorte!

08.05.09
08.00 hrs
161º soneto - ano 2009

04/05/2009 GMT 1

SABOREAR O SOL

joellira @ 10:17

Sei que amanhã o Sol irá brilhar mais.
Estará intenso, luminoso, brilhante,
e tu que vens com ele, pessoa, caminhante,
sentes quem te chama e sabes por onde vais!

A emoção que te acompanha, te faz sentir
cada vez mais esses teus sonhos de criança...
Por isso não tens adormecida a esperança
e como é lindo ver esse teu modo de sorrir!

O que tu aprendeste ficará guardado
nesse teu Sol e que a muitos faz balançar:
Quem não deseja ter o teu Sol abraçado?

Muitos olhos te desejam querer amar...
Mantém sempre esse teu Sol iluminado,
para que num amanhã possas saborear!

03.05.09
21.15 hrs

160º soneto - ano 2009

02/05/2009 GMT 1

SATURAÇÃO

joellira @ 20:23

Tenho sentido a tua falta. Vou-me habituando.
Acordo sem pensar em ti. Não te vejo cá.
Falo com o mundo, das minhas causas. Vou andando...
E eu de ti nada sei. Nem por cá nem por lá?!

Também que me importa isso, se não tens paz?!
Nem sei mesmo se ainda tens umbigo ou não.
A tua coragem, mora pregada ao chão...
E quando te procuram, tu nunca estás?!

Andas por ai algures como o vento anda:
Muitos dias sem Sol e outros às escuras.
Entropeças pelas ruas das amarguras!

Tenho notado a tua ausência nesta banda.
É sinal que à tua musica não dás curas
e quanto à minha também tu já não a aturas!

02.05.09
20.19 hrs
159º soneto - ano 2009

30/04/2009 GMT 1

MÃE

joellira @ 16:19

Que palavra há mais quente, amiga e bela
que não seja a que é dita por um todo alguém,
mesma que à forma não haja pincel ou tela,
na palavra mais linda quando se diz: Mãe?!

Há frases de amor, sentimentos expressivos,
que todo o ser evoca por mal ou por bem,
mas quando na frase se aplica a entre-queridos,
a mais rica é pois quando dizemos Mãe!

Pode-se falar de amor ao que nos rodeia,
cantar mesmo sem ter a voz para o fazê-lo,
dizer à vida quanto nos é belo, tambem.

Temos connosco o amor dentro da veia!
Ferve-nos no sangue e na alma. Como esquece-lo,
quando existe em nós amor da nossa Mãe!?

30.04.09
16.10 hrs
158º soneto - ano2009

28/04/2009 GMT 1

APAGADA

joellira @ 08:22

O Sol se eclipsou, e o mundo se calou.
A Lua cheia no painel desapareceu.
Um disforme vagalhão salgado me atirou
borda fora deste mundo que não é meu!

Até tu que me ouvias silenciada
me deste abrigo nesta corrente,
apagaste a luz do alto iluminada
para ficares uma vez mais na mesma gente...

Foi frieza, raro acto que me entrou
na minha alma mórbida mal entendida,
que esse teu Sol num ápice se esfumou,

apagando de repente a chama ardida.
Sinto que esse teu gesto se afastou
e por tal estás agora noutra vida!

28.10.08
157º soneto - 2009

27/04/2009 GMT 1

HOJE, A LUA FUGIU DE MIM!

joellira @ 19:50

Olhei o céu e reparei que a Lua não estava!
Pelo menos no mesmo lugar da semana passada.
Até parece que o lugar mudou de lugar?!

Quem sabe se ela fugiu mesmo de mim?

Mudou-se, será?

Ou fui eu que me mudei do lugar de onde a via
todas as noites,
mesmo naquelas noites sem estrelas?!

Talvez tudo seja mudado
e eu não tivesse reparado
no sorriso perdido pelo espaço da vida?!
Por isso, vejo que a Lua fugiu de mim...

E tudo isto porque a noite chegou cedo de mais,
e fez com que a Lua desaparecesse do meu olhar.

Sinto um frio de gelar dentro de mim.
Um frio estranho.
Estranho...

E tudo isto porque olhei para o céu e vi que
a Lua não estava...
Aonde estou eu afinal?

Que faço eu aqui?

19.11.2008

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