Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

As estrelas firmadas no céu

Categoria: Sonetos

19/04/2009 GMT 1

SONHO DE UM DESEJO!

joellira @ 12:46

No alto do Espichel vejo o horizonte.
Sinto a brisa do Mar sem ter-te nos meus braços.
Tento olhar o infinito que me consente
debruçar-me sobre as ondas em mil abraços.

Decifro a tua imagem entre os raios solares.
Fecho os olhos e entrego-me ao sal, recordando,
como se o sonho tivesse ido pelos os ares,
e neles me martirizo, me vejo divagando...

Medito quando me dirijo para ir meditar,
e nunca a tua companhia me fez dar,
um gesto, um afecto, palavras de alguém.

Nunca contei os passos para lá caminhados.
E no alto mantenho meus sonhos ancorados
que só nós sabemos quais são e mais ninguém!

19.04.09
12.46 hrs
151º soneto - ano 2009

18/04/2009 GMT 1

EM TERRA DE MILAGROSOS...

joellira @ 10:44

De facas afiadas, línguas depravadas,
conspirações palacianas, de sacanas,
eis as vozes vampiristas e conspurcadas
que só não nos chagam como nos chegam em ganas.

É um martírio ouvir de tantos milagrosos,
sabichões, intrujões, novos habilidosos,
que o mundo está doente, descontente...
Pois está! E que fazem eles concretamente?

Porque não se juntam as varinhas de mão,
que dizem ter e em magia dão solução
aos problemas que por cá estamos a viver?

É que quanto mais barafunda, mais confusão.
Sempre assim foi no que se aprendeu na lição:
É o povo quem decide como que fazer!

18.04.09
10.43 hrs
150º soneto - ano 2009

17/04/2009 GMT 1

ENVOLVE-TE!

joellira @ 21:37

Deixa-te envolver no aperto dos meus braços.
Sente o meu olhar terno dentro do teu fogo.
Deixa que eu sinta o sufoco dos teus abraços,
eu espero que aconteça. A ti te rogo!

Deixa-me saber que o tempo já não tem hora,
e que as horas param enquanto nos abraçamos!
E quanto tu sentires o que eu sinto agora,
verás o Sol nascer e mais que desejamos!

Entrega-te como eu me entrego em cada dia:
sorridente mesmo que suplicando eu faça.
É que a vida levada só terá mais graça

se cada sonho for real, logo aconteça,
que nos envolvemos e nada nos impeça,
então sim, entrega-me a tua alegria!

17.04.09
21.36 hrs
149º soneto - ano 209

DE OMBROS ENCOLHIDOS...

joellira @ 10:22

É isso. Hoje não me apetece escrever...
Estou mole. Desasado. Sem cor, destemperado,
incapaz de olhar o mundo, de me ver,
saturado do mesmo. Vejo-me cansado!

Não tenho vontade de fazer mesmo nada.
Há uma alegria pendente que não surge.
Espero-a e sinto-a adormecida, calada...
Talvez seja a inércia que me afecta, me urge?!

Não digo o que me vai na alma. Basta olhar.
Estou num estado sem estado. Só eu sei qual...
Vejo-me que estou nas tintas, me lixando!

Mas se te vir hoje irei escrever, voltar,
a falar de amor sem te dizer se bem ou mal?!
Não me vejo a escrever, tão pouco cantado...

17.04.09
10.21 hrs
148º soneto - ano 2009

16/04/2009 GMT 1

TODOS SUBMISSOS...

joellira @ 09:33

O que se faz no mundo, faz-se mal feito.
E ao que não se fez, deve-se fazer perfeito!!
É o que se diz por cá e se vai ouvindo...
Que coisa!... Sem ser verdade vão-nos mentindo?!

O mundo sobe a outra Torre de Babel...
De confusão em confusão está sem norte.
A escada não é de aço mas sim de papel
com milhões de almas a caminhar sem sorte!

Parecemos carneirinhos, todos obedientes,
muito felizes, satisfeitos e contentes...
Assim vai o mundo em perfeita ilusão!

E um dia que tarda em chegar se há-de ver
como é que tudo isto há-de acabar, saber,
aonde é que mora a força do povo, a razão!

16.04.09
09.33 hrs
147ºsoneto - ano 2009

15/04/2009 GMT 1

O QUE FOI QUE EU FIZ?

joellira @ 10:49

De quando em quando entro na escuridão
de um passado recente que me atormenta.
Eu bem queria não me lembrar da ilusão
que me fez viver e ainda hoje me afugenta!

Evoco por vezes iras, obscenidades,
raivas soltas que mexem comigo, porquês?!...
Factos passados no amor com falsidades
que me secam a alma por outros tantos quês!

Quando paro para pensar, alguém me diz:
- Não penses nisso. Desiste. Tudo morreu...
Talvez tenha morrido. Mas quem foi que perdeu!?

Bem quero sair desta teia emaranhada,
que a sinto dentro de mim aprisionada!
Mas não consigo sair dela. O que foi que fiz?...

15.04.09
10.48 grs
146º soneto - ano 2009

14/04/2009 GMT 1

PUXA POR UM CADEIRA E SENTA-TE

joellira @ 13:48

Enquanto eu abro a janela e ouço o mar,
puxa por uma cadeira, senta-te e ouve
a voz do oceano fazendo as ondas dançar,
e sente o brilho do Sol que em nós se move.

Respira fundo e volta a respirar,
enche a alma de sonhos e fá-la voar
até ao infinito do brilho duma estrela
que todos gostariam de um dia a tê-la...

Fecha os olhos e voa que não é proibido.
Hoje aqui tudo se diz e se faz com sentido.
Eu preciso de ti. Dessa tua energia.

Deixa-te estar. Não te levantes Dá-me a mão!
Aperta-a contra o meu peito. Sentes a emoção?
Não feches a janela. Olha a luz do dia!

14.04.09
13.49 hrs

145º soneto - sno 2009

OLHAR DE FRENTE!

joellira @ 09:03

É o nascer do Sol que me dá tal beleza,
que rompe o horizonte com a sua luz,
que me dá com o seu calor a maior riqueza,
que meus olhos se admiram e me seduz!

O Mar por excelência, centro das atenções,
mostra a força natural quem ali comanda...
Só ele abraça os sonhos e as ilusões,
e no seu espectáculo ninguém manda!

E que dizer de uma noite muito estrelada,
dum vómito vulcanico incandescente,
da tempestade para muitos amaldiçoada?

Haverá pois visão mais linda, encantada,
que esta vida nos oferece diáriamente?
Penso que não! Basta-nos só olhar de frente!

14.04.09
09.03 hrs
144º soneto-ano 2009

13/04/2009 GMT 1

CHAVE

joellira @ 23:46

Vivo no meu planeta Azul e tu me lês.
Sentes-te feliz quando te falo e me vês!
No meu Mar há uma caravela a navegar,
percorre as nuvens com a Lua a namorar.

Trago a chave das muitas portas para eu abrir,
ela é mais um dos segredos vindos do além!
Transforma as coisas somente sem as pedir:
Acontece nesta vida que vai e vem!

Não preciso que o mundo me impeça, me trave,
de andar, correr, procurando a felicidade!
A vida me criou, deu-me a mais bela chave

que dia a dia abro mais um céu sem idade!
E em terra firme sei onde está a eternidade:
Basta-te amares e sonhares na minha nave!

23.45 hrs
13.04.09

143º soneto - ano 2009

12/04/2009 GMT 1

NOSTALGIAS...

joellira @ 10:11

Quantas alegrias adormecidas, desejos,
caprichos da vida, sonhos ao vento, beijos,
precorrem a minha mente, a minha alma,
que se me dão paz, tambem me roubam a calma?!

Quantas noites sem dormir, horas sem sorrir,
tardes sem o crepúsculo, sem o Sol sentir,
eu passei por debaixo da sombra da Lua,
com ela a observar os meus passos na rua?!...

Expônho-me, dispo-me, mostro-me ao mundo,
a um mundo asqueroso, ignóbil e imundo,
mas ninguém sabe quantas são as alegrias?!

Continuo a viver, logo a sonhar, pensando,
daí, alimentado-me do que foi passando,
e tudo junto todos eles são nostalgias!

12.04.09
10.11 hrs

142º soneto - ano 2009

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis