Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

As estrelas firmadas no céu

Categoria: Sonetos

14/05/2009 GMT 1

ENQUANTO FALAVAS

joellira @ 20:46

Enquanto falavas parecia não te ouvir...
Olhava para essa luz cintilante, penetrante,
e em cada suspiro se escondia um sorrir
por entre a conversa, por sinal,cativante!

Enquanto te ouvia, eu me pus a sonhar
como é bom sentir alguem preso à alma solta
namorando a vida tão livre, sem revolta,
e tudo se dizia num só doce olhar!

Depois o silêncio não se fez sentir.
As vozes se calaram porque se calaram
e tudo pareceu não caminhar. Terminaram.

Enquanto saias não sei de onde, andei por ali
a pensar que a luz estava em ti e em mim
e quando voltei atras, não te vi partir!

14.05.09
163º soneto - ano 2009
20.47 hrs

12/05/2009 GMT 1

ABENÇOADA

joellira @ 20:57

Quem ama e não tem dor, diriei que não tem amor!
O amor de que escrevo e que sinto dentro de mim,
tem por nome de uma felicidade sem fim!
É chama que se acende com a palavra calor !

Como se pode dizer que se ama sem se amar,
ou mesmo dizer que se sente sem se sentir.
quando as palavras saídas dormem no mar,
e os sentimentos são proferidos com mentir?

Eu queria ver o que desejo ardentemente
a felicidade sentida por toda a gente,
em cada respiração numa feliz mão dada!

Saber dizer e para todo o sempre ouvir
que finalmente há um verdadeiro sorrir
na força que há numa vida abençoada!

12.05.09
20.57 hrs
162º soneto - ano 2009

08/05/2009 GMT 1

LEMBRANÇA DE UM FILHO

joellira @ 08:02

Lembro-me nesta data o que aconteceu,
naquela última madrugada da Lua:
O Sol que te iluminava, desapareceu,
e a calçada dos teus sonhos ficou na rua!

Sem uma palavra ou um ténue carinho meu,
sem um beijo sequer do meu progenitor,
a dor foi com ele e com ele o meu amor,
ao partir sem um sorriso do seu adeus...

A missão findou e uma nova começou,
e mais daqui para a frente eu não digo nada,
por não saber o que há para além da morte?!

Acredito que seja belo o que se iniciou!
Que tenhas uma paz brilhante e sossegada,
e que por cá tenhamos todos melhor sorte!

08.05.09
08.00 hrs
161º soneto - ano 2009

04/05/2009 GMT 1

SABOREAR O SOL

joellira @ 10:17

Sei que amanhã o Sol irá brilhar mais.
Estará intenso, luminoso, brilhante,
e tu que vens com ele, pessoa, caminhante,
sentes quem te chama e sabes por onde vais!

A emoção que te acompanha, te faz sentir
cada vez mais esses teus sonhos de criança...
Por isso não tens adormecida a esperança
e como é lindo ver esse teu modo de sorrir!

O que tu aprendeste ficará guardado
nesse teu Sol e que a muitos faz balançar:
Quem não deseja ter o teu Sol abraçado?

Muitos olhos te desejam querer amar...
Mantém sempre esse teu Sol iluminado,
para que num amanhã possas saborear!

03.05.09
21.15 hrs

160º soneto - ano 2009

02/05/2009 GMT 1

SATURAÇÃO

joellira @ 20:23

Tenho sentido a tua falta. Vou-me habituando.
Acordo sem pensar em ti. Não te vejo cá.
Falo com o mundo, das minhas causas. Vou andando...
E eu de ti nada sei. Nem por cá nem por lá?!

Também que me importa isso, se não tens paz?!
Nem sei mesmo se ainda tens umbigo ou não.
A tua coragem, mora pregada ao chão...
E quando te procuram, tu nunca estás?!

Andas por ai algures como o vento anda:
Muitos dias sem Sol e outros às escuras.
Entropeças pelas ruas das amarguras!

Tenho notado a tua ausência nesta banda.
É sinal que à tua musica não dás curas
e quanto à minha também tu já não a aturas!

02.05.09
20.19 hrs
159º soneto - ano 2009

30/04/2009 GMT 1

MÃE

joellira @ 16:19

Que palavra há mais quente, amiga e bela
que não seja a que é dita por um todo alguém,
mesma que à forma não haja pincel ou tela,
na palavra mais linda quando se diz: Mãe?!

Há frases de amor, sentimentos expressivos,
que todo o ser evoca por mal ou por bem,
mas quando na frase se aplica a entre-queridos,
a mais rica é pois quando dizemos Mãe!

Pode-se falar de amor ao que nos rodeia,
cantar mesmo sem ter a voz para o fazê-lo,
dizer à vida quanto nos é belo, tambem.

Temos connosco o amor dentro da veia!
Ferve-nos no sangue e na alma. Como esquece-lo,
quando existe em nós amor da nossa Mãe!?

30.04.09
16.10 hrs
158º soneto - ano2009

28/04/2009 GMT 1

APAGADA

joellira @ 08:22

O Sol se eclipsou, e o mundo se calou.
A Lua cheia no painel desapareceu.
Um disforme vagalhão salgado me atirou
borda fora deste mundo que não é meu!

Até tu que me ouvias silenciada
me deste abrigo nesta corrente,
apagaste a luz do alto iluminada
para ficares uma vez mais na mesma gente...

Foi frieza, raro acto que me entrou
na minha alma mórbida mal entendida,
que esse teu Sol num ápice se esfumou,

apagando de repente a chama ardida.
Sinto que esse teu gesto se afastou
e por tal estás agora noutra vida!

28.10.08
157º soneto - 2009

27/04/2009 GMT 1

A ESCREVER...

joellira @ 11:16

Depois de começar a escrever, volto atrás.
Leio o que fiz. Li, reli e logo apago.
Não fiquei satisfeito. Não me satisfaz...
Onde está a alma por onde eu me alago?

Preciso de escrever. Sinto-o dentro de mim.
Não há fogo?! Só há gelo na alma arrefecida
da musa que anda por ai longe e tão perdida
na busca do seu sitio que não tenha fim?!

Mergulho continuamente no desconforto.
Pouco inspirado, mesmo assim volto a escrever,
dizer ao cais que é o abrigo do meu porto

que ainda ando por cá bem vivo e não morto!
E se nesta vontade houver força para valer,
eu vou continuar a escrever para depois ler!

26.04.09
11.16 hrs
156º soneto - ano 2009

24/04/2009 GMT 1

RIO DE ABRIL

joellira @ 23:04

Neste meu rio onde sempre brinquei contigo
flutua um cravo de Abril de cor avermelhado,
em ondas mil, neste Abril desacreditado,
que memorizo na alma que me deu abrigo!

Vai à tona da maré, no Judeu, a flor,
que fez memória e que ainda reza a história,
de quantos como eu lhe dedicam amor
na palavra liberdade que nos deu glória!

Desgastada lá vai ela deambulando,
ao encontro de uma mão que a apanhe
enquanto se vê por cá quem a desdenhe...

E se tu a apanhares, fá-lo cantando,
como o Zeca. Com ele estão cá mais de mil
a festejar neste nosso rio de Abril!

24.04.09
23.03 hrs
155º soneto - ano 2009

23/04/2009 GMT 1

CONTA COMIGO

joellira @ 13:40

Enquanto eu viver amigo, conta comigo.
Conta comigo que de mim terás a amizade,
sempre sincera, fraterna sem falsidade,
sem que te falte à mesa o meu pão de trigo!

Mas toma lá muita atenção ao que eu te digo:
Não venhas com subtilezas à minha porta!
Vem até mim, sim, e traz alguém contigo
que precise de viver! É o que mais importa!

Não peças o que eu não tenho para te dar!
Não me prometas que amanhã me irás pagar!
Sou teu amigo sim. Mas não para te esquecer.

O tempo bem pode mudar-te na ocasião...
E a amizade que te deu satisfação,
acredita, não deixa de permanecer!

23.04.09
13.35 hrs
154º soneto - ano 2009

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis