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As estrelas firmadas no céu

Categoria: Sonetos

06/03/2009 GMT 1

A CHEGADA!

joellira @ 09:42

Pelo o espaço no tempo eu soube esperar
pela tua chegada ao leito do meu rio,
e nele entraste para o teu corpo refrescar
e sentires na água a limpidez do meu brio!

Finalmente chegaste. Vieste! Aqui estás.
Eu nem contei o tempo que tive de esperar!
Agora que tenho em mim essa tua paz,
nem dou por mim como a irei festejar?!

Não digas nada... Mergulha em rio real
e faz o que sempre tu quizeste fazer.
Não há mais cancela, sequer, porta fechada!

Os abraços, são ondas em mar espiral!
Os beijos contados no céu, se irão perder!
Soubemos esperar p'la vinda desta chegada!

06.03.09
08.40 hrs

100º soneto - ano 2009

05/03/2009 GMT 1

UMA CARTA

joellira @ 12:16

O medo não deixa que a tua mão escreva
o que te vai na alma, porque há um medo,
um receio de que alguem saiba o teu segredo,
e que essa tua coragem não mais se atreva...

Ou será que o teu sentimento te proibe,
escrever uma carta, consolando alguém
ao fazê-lo, ou a consciência te inibe,
porque tu pensas que tu já não és ninguém?!

Há sempre em nós algo importante para dizer!
Haja vontade, coragem para escrever,
antes que a ansiedade se perca e se farta...

A paixão, não suporta mais dôr. Está doente.
E se há alguém quem queira ser feliz, contente,
eu serei esse alguém quando eu ler essa carta!

05.03.09
11.15 hrs

99º soneto - ano 2009

04/03/2009 GMT 1

PARAGEM!

joellira @ 22:20

Pareço estar parado, estagnado, mas não estou!
Pareço não amar, não gostar, andar por ai...
Mas o que é certo é que agora sei quem sou.
E tambem já sei como vou sair daqui!

Estou atento ao que eu ouço e ao que eu vejo:
Mais atento ainda aos sons do meu coração!
Quanto às "moscas", e outras que eu não desejo,
bem podem iludir-vos que a mim já não!

Estou na paragem de passagem e seguir
com bilhete sem retorno, neste meu ir,
ao encontro do encontro já prometido

inumeras vezes, vezes sem conta a final,
para que me vejas que não há em mim igual,
nesta paragem à qual estou comprometido!

04.02.09
21.21 hrs

98º soneto - ano 2009

03/03/2009 GMT 1

PAPOILA VERMELHA!

joellira @ 23:04

Vem a caminho com rumo certo, devagarinho,
a dança do vento numa papoila avermelhada,
que em corrida louca, galgando caminho,
virá ter à mão duma espera tão desejada!

E ao olhar o céu, num céu mais que azulado,
a papoila, deixar-se-á tocar, colher,
pelo gesto da mão e que de braço dado,
transforma-a na mais bela, linda mulher!

E por entre os romoinhos se beija o beijo,
numa papoila hoje real, ontem desejo,
com o sonho de outrora prestes a chegar.

De olhar aberto, esbugalhado, mas certo,
há-de ver e sentir que o abraço está perto,
entre a papoila e a mão que lha há-de tocar!

03.03.09
22.04 hrs

97º soneto - ano 2009

HÁ QUANTO TEMPO...

joellira @ 11:07

Há quanto tempo não te escrevem uma prosa,
versos de amor, rabiscos, sonetos, poemas,
palavras ardentes, pétalas de cravo e rosa,
que fazem-nos mexer paixões como em cinemas?!

Há quanto tempo não lês uma carta de amor,
com sorrisos, desejos, colheradas de mel,
não ouves as canções que tu bem sabes de cor.
Não há quem tas diga. Nem num simples papel?!

Tanto tempo sem noticias... Tudo vôou?!
Ou será que do tempo só resta a memória
do sabor perdido que o tempo te roubou?

E as saudades que outrora foram gloria,
dormem no teu cadastro pois são a história,
do tempo que por lá sem tempo ela deixou.

03.03.09
10.05 hrs.

96º soneto - ano 2009

02/03/2009 GMT 1

ESTRELA AZUL!

joellira @ 13:10

Ontem à noite pintei no céu mais um estrela.
Foi com o teu olhar que eu embelezei o painel.
E, com a tua mão fria por nunca a tê-la,
dei um retoque à poesia com meu pincel!

Enchemos o céu com um brilho de pasmar,
e as outras estrelas connosco presentes
não sabem que as cores do nosso estrelar,
só nós as sabemos porque são tão videntes!

Ontem à noite, também a estrela do sul,
teve mais brilho na sua côr de azul,
quando cruzámos o céu com o nosso olhar

com as cores da Paz,de Amor e de desejo,
envoltas num eterno abraço e longo beijo
que ficaram perdidas de tanto pintar!

02.03.09
12.08 hrs

95º soneto - ano 2009

01/03/2009 GMT 1

DÁDIVA!

joellira @ 08:16

Quando se recebe algo que não se espera
e que o alimento seja a água e seja o pão,
em nossa mesa há uma luz,uma esfera,
que bate e dança à volta do coração!

É uma dádiva acabada de chegar que faz mexer,
o sentimento quiçá perdido por entre vielas
e que sem esperar embora tarde faça saber
quantos sonhos já vimos por entre janelas?!

Quem recebe o que não pede, mas que deseja,
alcança quase sempre a meta do seu caminho
e nele haverá o perfume do rosmaninho!

Haja quem nos queira bem e que nos veja
felizes neste abraço forte que não aleija,
a dádiva que veio ficar neste cantinho!

01.03.09
07.01 hrs

94º soneto - ano 2009

28/02/2009 GMT 1

TENHO SAUDADES....

joellira @ 11:35

Tenho saudades de quem me criou e amou:
Da voz da minha mãe que sempre me cantava
no berço, entre os lençois onde contava
fábulas dum mundo que só ela as inventou!

E que dizer dum jogo de bola de pano,
na calçada da rua ou á beira mar,
que me pai tanto jogou sem nunca falhar,
um "frango" p'ra que eu sorrise do engano!?

E os meus avós que me deram de comer,
vezes sem conta, como as posso esquecer?
Tudo o que passou, hoje são felicidades!

Já não os vejo. Não os ouço. Por cá não estão...
Partiram no seu tempo. Tenho-os no coração!
E tudo desta nostalgia tenho saudades!

28.02.09
10.33 hrs

93º soneto - ano 2009

27/02/2009 GMT 1

PODES ENTRAR!

joellira @ 16:51

Não te digo que não entres na minha vida,
quando já tinhas entrado sem eu saber!
Somente bati à tua porta tão colorida,
e tu ma abriste para te falar, para te ver!

Foi algo que aconteceu, por necessidade,
já que a ideia me fez em ti ressuscitar,
e da conversa havida nasceu a verdade,
no olhar terno de quem sente e sabe dar!

Não me esqueci do que de ti ouvi e gostei,
por isso ontem procurei-te e te encontrei,
ficando grato por tudo o que me disseste...

Quero e desejo que entres no meu estrelar,
te direi que no meu espaço podes entrar!
Deste-me mais vida, e nada recebeste!

27.02.09
15.50hrs

92º soneto - ano 2009

26/02/2009 GMT 1

RESPOSTA

joellira @ 09:47

Pergunto a mim mesmo se serei somente eu
que faço perguntas, porque quero saber,
se o que eu desejo, um dia virá a ser meu,
ou se perguntar hei-de deixar de o fazer?

Penso que não sou o único com o pesadelo.
Pergunto, pergunto, à minha alma indisposta,
se do que eu quero virei um dia a obtê-lo,
ou se à pergunta nunca haverá uma resposta?

Por isso se do que penso eu nunca sentir
na minha boca o que eu de ti muito desejo,
mesmo que seja roubado ao vento um doce beijo,

passo por aqui a perguntar, a repetir,
sem que a resposta possa um dia me sorrir
para pôr fim a este meu negro cortejo!

26.02.09
08.46 hrs

91º soneto-ano 2009

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