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As estrelas firmadas no céu

Categoria: Sonetos

06/03/2010 GMT 1

SE FOSSE POSSIVEL?!

joellira @ 18:03

Se fosse possivel ver-te quando quero,
estar contigo abraçado em qualquer lugar,
acarinhar-te e não me sentir um mero
caso, na tua vida, tu queiras esperar...

Se tal fosse possivel, eu espero por ti
em qualquer viela sem candeio na rua,
onde o teu olhar já provei e já comi,
sob o olhar sorridente da nossa Lua!

Tudo gira à volta do nosso pensamento,
desejos simples, pecados dum todo momento,
que nada prejudica o nosso caminho!

Se ao menos fosse possivel algo provar,
um toque de sal, ouvir a alma cantar,
para entrar na tua na vida devagarinho!?

192º Soneto
06.03.2010
17.03 hrs

23/02/2010 GMT 1

NADA ACONTECEU...

joellira @ 10:09

Nada nos acontece por qualquer acaso.
Houve uma causa, um motivo iminente,
surgido, que nos motivou ser mais um caso,
neste curso de vida que sai da nascente!

Tal é o sopro, o salpicar da corrente,
que nos afogam em ânsias, quais desgotos,
ora não nos largam cá da alma da gente,
ora são visiveis tambem nos nossos rostos!

Tudo vem por acaso, e o acaso não há.
O presente nos diz o que está por cá,
e o amanhã, esse, depende se chegará?!

Mas o que eu já passei, e que eu vivi,
nada foi por acaso quando eu te senti,
naquele dia em que eu olhei para ti!

191º soneto
24.02.2010
09.09 hrs

15/02/2010 GMT 1

NAMORADO ETERNO!

joellira @ 18:03

Quem eu quis, não me quis. Mandou-me embora!
Nem um adeus sequer me disse à partida!
Fechou-me a porta por vergonha e, na hora,
o seu silêncio se apoderou da minha vida.

Eu ainda continuo crente em querer mudar
o rumo do meu caminho por tal paixão,
que só ela sabe como o pode transformar
estas rosas que outrora lhe fora pão!

A minha mágoa não sára, está magoada.
Embora eu penso em ti, vive contigo,
caminho neste sonho sem teu abrigo...

Existo, é certo. És a minha aprisionada,
sumida, distante, mas ainda encarcerada,
há espera da luz que ainda brilha comigo!

190º soneto
14.02.2009
18.38 hrs

11/02/2010 GMT 1

DEVOÇÃO!

joellira @ 17:50

A Primavera de Álcacer já sem Sal,
vista do alto do Cristo-Rei,sem vento,
deu à planicie da vida semente real
um não sarar no gesto do pensamento!

O "tempo" de Sol, vivido perdidamente,
entre o olhar de mil lágrimas caidas,
fizeram mudar o rumo das nossas vidas,
dando aos corações um tremor dormente!

Outra mão já tiveste por perto, certamente,
mas nenhuma outra como, uma outra recente,
acalmaram os temporais da transformação.

E é com o tempo desta enorme saudade,
que me faz estar para te mostrar lealdade,
e, também, dizer: quanto vale a devoção!

189º soneto
11.02.2010
16.50 hrs

04/02/2010 GMT 1

PARECEU-ME....

joellira @ 21:28

Pareceu-me ter visto alguém que se escondeu
da minha vida mudada que já não volta.
Seria talvez a ilusão que me apareceu
á frente da minha vida já sem revolta.

Pareceu-me ter-te visto, desejo, passado,
envolto com beijos roubados, apetecidos.
Pareceu-me senti-los na boca aconchegados
num espaço que hoje já estão esquecidos!

Pareces-te-me seres tu ao lado do meu lado
e de lado te vi em silêncio, mudo, calado,
indo sem que para trás tivesse olhado..

Pareceu-me... Sem gosto, triste,coitado,
caminhei, contigo em pensamento desvairado.
Mas dei por mim que já não estou aprisionado!

20.27 hrs
04.02.2010
188º soneto - ano 2010

31/01/2010 GMT 1

ESTÁS SEMPRE TÃO DISTANTE...

joellira @ 00:11

És parte integrante da ventania
que me sopra na alma quando em ti penso...
Falas comigo e mostras tanta alegria,
que eu desconfio que não te pertenço!?

Passas por mim a correr,e eu mal te vejo.
Tens saudades, dizes tu quando mo-lo dizes...
Mas eu não como esse teu doce desejo
porque no prato há ratos e não perdizes!!!

Estás sempre longe, mais longe qu´o distante:
Não há abrigo em ti que não seja errante.
Eu não quero, nem suporto ter-te assim:

Sê vento da planicie onde haja espantalhos,
onde nunca as minhas mãos te deram trabalhos,
nem teus olhos beijou o meu olhar sem fim!

31-01-2010
23.11 hrs
187º soneto

29/12/2009 GMT 1

CINDERELA & EL-REI D.SEBASTIÃO!

joellira @ 21:23

Cinderela, adormecida, embonecrada,
conto das mil e uma noites, acordou,
dum sonho em ilha fria, enadequada,
viu finalmente chegar quem sempre amou!
,
El-Rei, Sebastião, por ela se perdera,
escreveu na areia letras de prata e ouro,
palavras quentes que nela sempre ardera,
palavras sábias guardadas em seu tesouro!

Agora, com o nevoeiro levantado,
o Sol brilha mais em cada nossa janela:
- Se o desejo era para que o desejado,

aparecesse e dissesse à sua Cinderela:
Serás a minha fada comigo a teu lado
e eu serei o teu el-rei eterno namorado!!

20.23 hrs
29.12.09
186º soneto - ano 2009

AQUELE ABRAÇO!

joellira @ 11:19

Recebe um forte abraço, abraço apertado,
sentido, desejado há muito tempo em nós.
Não um abraço de partida, vazio, calado,
mas sim um abraço onde abraçe a nossa voz!

Não importa se te magoe ou não teu peito,
ao apertar-te contra o meu, quero sentir:
só o fogo do teu vigor no qual me deito,
me faz olhar o lampejo do teu sorrir!

Não há braço que chegue para te abraçar,
na prenda de natal que aqui te estou a dar:
É um abraço sincero envolto em laço!

Que melhor prenda poderia ofertar
que não seja este aperto do verbo amar?!
Por isso, recebe pois aquele abraço!

18.30 HRS

29.12.09
185º soneto - ano 2009

15/11/2009 GMT 1

TÃO DIFERENTE, TÃO DESIGUAL!

joellira @ 14:56

Por cá, ainda continuo a escrever cartas
nesta quadra natalicia, sempre igual,
para que as familias fiquem felizes,fartas,
de tudo o que há de bom nesta quadra de Natal!

Que bom seria ver entrar a alegria,
o calor do amor e à mesa o fresco pão,
no olhar simples duma criança nesse dia,
no mais belo gesto que pode dar uma mão!?

Mas o homem é bem diferente,tão desigual,
que só se lembra que há um dia de natal,
porque o mundo tem de vender e de comprar...

Enquanto a miséria não se cansa de crescer,
o sonho, esse, coitado, não deixa de bater,
às portas dos que continuam a acreditar!

15.11.09
13.55 hrs
184º soneto - ano 2009

07/11/2009 GMT 1

UM POUCO DE TI!

joellira @ 15:24

Ninguém o diz, ninguem o sente, pois então!?
Só eu sei quanta luz vem de ti quando estás
a aproximar-te no teu andar em direcção
do caminho d'amizade e da santa paz!

Gosto de sentir o teu sorriso no meu siso
de te ouvir a falar mesmo longe de mim.
Percebo que a tua luz me aquece o juizo,
e que a tua amizade não tem porta nem fim!

Assim eu canto de qualquer jeito esta cantiga
que de morada só ela sabe quem é a amiga
acabada de chegar ao meu paraiso.

Mantém-te fiel no teu caminho de mel,
faz voar o teu perfume em balão de papel
e dá um pouco de ti quem de ti precise!

07.11.09
14.23 hrs
183º soneto - ano 2009

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