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As estrelas firmadas no céu

Categoria: Saudosos

27/04/2009 GMT 1

HOJE, A LUA FUGIU DE MIM!

joellira @ 19:50

Olhei o céu e reparei que a Lua não estava!
Pelo menos no mesmo lugar da semana passada.
Até parece que o lugar mudou de lugar?!

Quem sabe se ela fugiu mesmo de mim?

Mudou-se, será?

Ou fui eu que me mudei do lugar de onde a via
todas as noites,
mesmo naquelas noites sem estrelas?!

Talvez tudo seja mudado
e eu não tivesse reparado
no sorriso perdido pelo espaço da vida?!
Por isso, vejo que a Lua fugiu de mim...

E tudo isto porque a noite chegou cedo de mais,
e fez com que a Lua desaparecesse do meu olhar.

Sinto um frio de gelar dentro de mim.
Um frio estranho.
Estranho...

E tudo isto porque olhei para o céu e vi que
a Lua não estava...
Aonde estou eu afinal?

Que faço eu aqui?

19.11.2008

23/04/2009 GMT 1

SINAIS

joellira @ 10:04

Sei que se ouve
já à distância
o roncar do navio atracado ao cais!

Ronca fortemente,
balança na dança agitada das ondas,
enquanto Gaivotas desordenadas
sobrevoam pelo o espaço.

Comigo lá dentro
o meu olhar avista
lenços de amizade acenando no ar
e a alma se vai esvaziando em ais.

Sinto-me estático.
Imóvel.
Com uma rigidez atroz.

Sei que parto
sem teu afecto e sem voz...

Parto para um lugar
onde não haja idas nem chegadas,
inícios ou finais,
já que me perdi
da minha própria sombra.

De mim
ficam saudades
de tantos sinais!

Parto
para longe de ti.

Não me verás mais!

(12.11.08)

06/04/2008 GMT 1

Continuar...

joellira @ 10:33

O que me vale
é que o Sol continua a brilhar
as minhas ideias e a refrescar a alma,
apesar
de algumas noites
sentir a frieza
de estrelas ofuscas no meu espaço,
vagueando,
sem rumo e sem norte...

O que me vale,
é que a Lua me sorri
quando tento passar para ela
a minha indignação
sobre todo este mistério,
sistematicamente
presenciado
entre o que me vale e o que me tem valido!

Se não fosse
a minha tenacidade forte,
o capricho de lutar contra vagalhões,
nunca tinha realisado esta viagem
entre tantas estrelas
nesta galaxia Universal!

Não tenho desarmado
a minha armada
do meu peito,
do me coração
e da minha vontade,
continuo,
a carregar forças vindas de não sei onde
para continuar,
mesmo que só
esta batalha
entre o bom e o mau,
o doce e o amargo,
o ser e o morrer,
o ficar e o largar,
o real e o fingimento,
a verdade e o cinismo,
a expontaniedade e a hipocresia!

Continuo a escrever
palavras de aço
na proa do meu casco,
sob bandeira piratesca,
a desfraldar por tudo quanto é sitio!!!

Continuo a pensar
que embora com tripulação à minha beira,
não tenho palavras de amor para lhes dizer.
Nem flores para dar,
principalmente,
para quem bebe da minha água
e não faz atenuar esta mágoa
que flagela dentro de mim!

O que me tem valido,
é que tenho sabido continuar esta cruzada
até aqui:
Continuar. Continuar. Continuar...
A navegar!!!

01/04/2008 GMT 1

Somente um quase de nada...

joellira @ 14:14

Um quase de tudo entre um quase de nada
foi o que tenho dado de mim
durante esta passagem
entre o deserto o o glaciar da vida,
a alguém,
que raramente deu uma palavra de conforto
aos meus passos da calçada.

Quantas vezes
o Rouxinol deixou de cantar,
logo pela manhã,
o cântico da vida?!

Tenho caminhado
ao desconforto de um quase nada,
quando,
eu quase tudo fiz para que tu percebeces
o calor da minha imagem
e esse teu agreste desinteresse das minhas coisas
não se modiificaram...

Perguntei ao silêncio,
em silêncio
do teu silêncio,
porquê tanto desconforto,
tanta friesa
desse teu quase nada de vida
nas minhas coisas que me dão felicidade
e, tu sem me acompanhares
realmente a minha felicidade,
raramente a partilhavas comigo!
Nem uma palavra de conforto,
de incentivo
para comigo tu me dedicaste!

Sempre comigo e comigo me deixavas estar
neste meu quase tudo que te dei
enquanto nem uma palavra
ou gesto
ou luz quente das tua boca
surgiu uma migalha como alimento espiritual!

Tudo o que eu quis veio de longe,
do desconhecido,
chegado ao meu peito como um soldado,
e tu
cá deste lado
perto de mim
me fazes desterrado.

Amanhã,
não haverá mais um amanhã entre nós.
Restará o que deixaste de me dizer enquanto perto,
enquanto eu irei buscar água desconhecida
à fonte que nunca deste:
Conforto à Alma!

20/12/2007 GMT 1

QUE LINDA PRENDA!!!!!

joellira @ 13:54

Passei horas a fio a dar um pouco de mim a tantos como eu.
Passei tantos momentos felizes da minha vida,
com Amigos que eu fizera este Ano,
vindos do desconhecido até mim!
Passei muitos dias a passar frio,
e,
foram eles que me aqueceram a alma quando tinha frio,
me deram pão quando tinha fome,
me deram de beber quando tinha sede!
Me cobriram com palavras cheias de morangos e com mel,
quando o meu barco navegava no desconforto das ondas!

Passei muitos momentos sozinho nas minhas amarguras
e, voçês souberam sempre compensá-las com a vossa
inesquecivel Amizade, amparando-me,
como pronto de socorro,
todos os momentos de fraqueza!

Passei por lugares que nunca tinha passado.
E,
se não fossem voçês nunca os teria conhecido.

Pedir mais o quê para que a minha Felicidade
seja diferente à que tenho?

Não posso.
Nem devo pedir o que realmente já tenho de voçês:
O Amor que me têm sabido mimar em consciência.

Por isso,
Agradeço a Deus por ELE me ter dado esta belissima
prenda de Natal durante todos os dias!

E tu,
que me lês sabes quanto eu não posso viver sem ti!

Fazes parte da minha vida!

Meu Deus,
que maravilhosa maravilha que eu tenho recebido durante este Ano!

Passei por aqui para te agradecer de alma e coração,
quanto vale ter alguem, como tu perto da minha mão!

joellira
20.12.07
12.54 hrs

18/12/2007 GMT 1

Hoje, pouco vale...

joellira @ 18:44

Hoje, pouco me vale pensar que ainda me restrá um amanhã...
Mesmo que hoje eu ainda tenha forças para pensar em tal,
hoje, pouco vejo a meu redor aquele alento que me tem perseguido:
falta de Amor!

Continuo a ser aquela alma de mão estendida,
procurando amparo na palavra: AMOR!

Hoje, continuo a guardar alguns pacos trocos de nada!
Recordações do que fiz e não devia ter feito,
e de ter feito e não devia!

Talvez seja por isso que hoje, pouco vale...

Vejo-me entre o fogo do pecado e o pecado sem fogo:
contos de sonhos irreais,
que martelam a alma e o peito e, tu, tal como eu,
figuras dentro destes meus desejos de te possuir!

Começo a ver à minha volta que já não escreves a palavra
Amor no casco da minha arvore! Mas, existes. Bem sei que sim!

Continuas a desejar a minha sombra,
mesmo que ainda te possa dar alguma sombra.
Acolhes-te em silêncio, tentando eu advinhar o teu sorriso!

Hoje, pouco me vale pensar que amanhã será mais um outro dia,
um dia mais para ser diferente ao de hoje, naturalmente.

Ai, se eu pudesse acreditar que tudo isto não passa de uma
nostalgia à minha volta, que dança e me martela o coração!
Mas não!
É mais que real!
Já não danço. Abano pura e simplesmente.
Até que amanhã termine com isto de uma vez!
Hoje, pouco me vale.

05/08/2007 GMT 1

A MORTE

joellira @ 02:40

Todos temos uma companheira,
Que é muito traiçoeira,
Pois não deixa a vida passar…
É tão malvada e maligna
Que mesmo sendo pequenina,
Ninguém a consegue agarrar…

Todos temos uma companheira,
Em toda a nossa vida inteira
O seu nome, em todo o mundo, é Morte!
Todos lhe são indiferente…
Finge amar toda a gente…
Mas, a todos, dá a mesma triste sorte!

É odiada, pois ela não distingue ninguém
A todos nós oferece, hipocritamente, a cura,
Que nenhum remédio tem,
Dando fim a todo e qualquer mal…
A morte, finge ser uma bela figura,
Qual rainha, imponente, em seu pedestal!...

Sinto um desgosto infinito e profundo,
Da morte ser dona da vida do mundo…
Ó senhora cruel e ingrata,
Que mesmo não gostando de ninguém
Mata filhos, pai e mãe
Fiel cumpridora da hora exacta.

A morte, é uma forma invisível
E para todos os seres é terrível!
Seja mulher ou homem, rico ou pobre,
Criança ou velho, todos têm o mesmo fim!
A morte sempre cumpre a sua acção nobre…
Não tendo pena de ti, nem de mim!...

Aí morte! És filha do senhor das trevas.
Todos nós temos, de ti, mil queixas…
Os maus, que devias levar, não levas
Os bons, que devias aqui deixar, não deixas!

Pastora Lira (Anciã popular)

01/08/2007 GMT 1

ABRE A TUA PORTA!

joellira @ 00:34

Abre bem a tua porta!
Escancara-a…
E deixa que o ar do mar se espalhe por toda a casa,
levando o cheiro da espuma do Oceano
até á tua colcha de linho
bordada à mão,
na qual teu corpo despido rolou,
vezes sem fim,
pela minha chegada.

Abre bem a porta da rua,
para que o espelhar da Lua
beije os nossos corpos
sedentos de ópio e alecrim,
e que se embriaguem na volúpia,
e nos façam esquecer
o sufoco do movimento,
o corpo no corpo
para que depois a noite passe
sem passar por nós!

Abre a porta e deixa-a aberta.
Não te importes com as melgas,
E deixa os mosquitos dançar à luz do candeio.
Deixa-os.
Eles, hão-de contemplar-nos.
E nos festejos morrerão!
Depois,
Não te importes do encontrão dado na mesa
e do copo ter caído ao chão,
e no chão termos adormecido o desejo.
Entretanto,
Se houver alguém que passe por aqui
que feche a porta!

Joellira31.7.07

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