Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

As estrelas firmadas no céu

Arquivo: Abril 2009

30/04/2009 GMT 1

MÃE

joellira @ 16:19

Que palavra há mais quente, amiga e bela
que não seja a que é dita por um todo alguém,
mesma que à forma não haja pincel ou tela,
na palavra mais linda quando se diz: Mãe?!

Há frases de amor, sentimentos expressivos,
que todo o ser evoca por mal ou por bem,
mas quando na frase se aplica a entre-queridos,
a mais rica é pois quando dizemos Mãe!

Pode-se falar de amor ao que nos rodeia,
cantar mesmo sem ter a voz para o fazê-lo,
dizer à vida quanto nos é belo, tambem.

Temos connosco o amor dentro da veia!
Ferve-nos no sangue e na alma. Como esquece-lo,
quando existe em nós amor da nossa Mãe!?

30.04.09
16.10 hrs
158º soneto - ano2009

28/04/2009 GMT 1

APAGADA

joellira @ 08:22

O Sol se eclipsou, e o mundo se calou.
A Lua cheia no painel desapareceu.
Um disforme vagalhão salgado me atirou
borda fora deste mundo que não é meu!

Até tu que me ouvias silenciada
me deste abrigo nesta corrente,
apagaste a luz do alto iluminada
para ficares uma vez mais na mesma gente...

Foi frieza, raro acto que me entrou
na minha alma mórbida mal entendida,
que esse teu Sol num ápice se esfumou,

apagando de repente a chama ardida.
Sinto que esse teu gesto se afastou
e por tal estás agora noutra vida!

28.10.08
157º soneto - 2009

27/04/2009 GMT 1

HOJE, A LUA FUGIU DE MIM!

joellira @ 19:50

Olhei o céu e reparei que a Lua não estava!
Pelo menos no mesmo lugar da semana passada.
Até parece que o lugar mudou de lugar?!

Quem sabe se ela fugiu mesmo de mim?

Mudou-se, será?

Ou fui eu que me mudei do lugar de onde a via
todas as noites,
mesmo naquelas noites sem estrelas?!

Talvez tudo seja mudado
e eu não tivesse reparado
no sorriso perdido pelo espaço da vida?!
Por isso, vejo que a Lua fugiu de mim...

E tudo isto porque a noite chegou cedo de mais,
e fez com que a Lua desaparecesse do meu olhar.

Sinto um frio de gelar dentro de mim.
Um frio estranho.
Estranho...

E tudo isto porque olhei para o céu e vi que
a Lua não estava...
Aonde estou eu afinal?

Que faço eu aqui?

19.11.2008

A ESCREVER...

joellira @ 11:16

Depois de começar a escrever, volto atrás.
Leio o que fiz. Li, reli e logo apago.
Não fiquei satisfeito. Não me satisfaz...
Onde está a alma por onde eu me alago?

Preciso de escrever. Sinto-o dentro de mim.
Não há fogo?! Só há gelo na alma arrefecida
da musa que anda por ai longe e tão perdida
na busca do seu sitio que não tenha fim?!

Mergulho continuamente no desconforto.
Pouco inspirado, mesmo assim volto a escrever,
dizer ao cais que é o abrigo do meu porto

que ainda ando por cá bem vivo e não morto!
E se nesta vontade houver força para valer,
eu vou continuar a escrever para depois ler!

26.04.09
11.16 hrs
156º soneto - ano 2009

24/04/2009 GMT 1

RIO DE ABRIL

joellira @ 23:04

Neste meu rio onde sempre brinquei contigo
flutua um cravo de Abril de cor avermelhado,
em ondas mil, neste Abril desacreditado,
que memorizo na alma que me deu abrigo!

Vai à tona da maré, no Judeu, a flor,
que fez memória e que ainda reza a história,
de quantos como eu lhe dedicam amor
na palavra liberdade que nos deu glória!

Desgastada lá vai ela deambulando,
ao encontro de uma mão que a apanhe
enquanto se vê por cá quem a desdenhe...

E se tu a apanhares, fá-lo cantando,
como o Zeca. Com ele estão cá mais de mil
a festejar neste nosso rio de Abril!

24.04.09
23.03 hrs
155º soneto - ano 2009

23/04/2009 GMT 1

CONTA COMIGO

joellira @ 13:40

Enquanto eu viver amigo, conta comigo.
Conta comigo que de mim terás a amizade,
sempre sincera, fraterna sem falsidade,
sem que te falte à mesa o meu pão de trigo!

Mas toma lá muita atenção ao que eu te digo:
Não venhas com subtilezas à minha porta!
Vem até mim, sim, e traz alguém contigo
que precise de viver! É o que mais importa!

Não peças o que eu não tenho para te dar!
Não me prometas que amanhã me irás pagar!
Sou teu amigo sim. Mas não para te esquecer.

O tempo bem pode mudar-te na ocasião...
E a amizade que te deu satisfação,
acredita, não deixa de permanecer!

23.04.09
13.35 hrs
154º soneto - ano 2009

SINAIS

joellira @ 10:04

Sei que se ouve
já à distância
o roncar do navio atracado ao cais!

Ronca fortemente,
balança na dança agitada das ondas,
enquanto Gaivotas desordenadas
sobrevoam pelo o espaço.

Comigo lá dentro
o meu olhar avista
lenços de amizade acenando no ar
e a alma se vai esvaziando em ais.

Sinto-me estático.
Imóvel.
Com uma rigidez atroz.

Sei que parto
sem teu afecto e sem voz...

Parto para um lugar
onde não haja idas nem chegadas,
inícios ou finais,
já que me perdi
da minha própria sombra.

De mim
ficam saudades
de tantos sinais!

Parto
para longe de ti.

Não me verás mais!

(12.11.08)

UM NATAL VIVIDO

joellira @ 09:50

Hoje estou como o tempo: Há um Sol sem cor.
Há um sentimento esquisito, sem igual...
Talvez pelos cheiros dos fritos, sem sabor
que pairam por aqui nesta quadra de Natal?!...

Eu me confesso: Há uma enorme tristeza
em todos estes momentos que não tenho calor
das palavras quentes, de tamanha destreza
vindas da enorme aflição deste meu amor!

Não sei do que é, mas sei que bem não estou!
Também estou como o tempo, o Sol se pirou
por entre amarguras das nuvens estivais

Penso na vida e, de tanto nela pensar
sou como o tempo: passa por mim sem voltar!
É o natal que se foi e não volta mais!

23.04.09
09.50 hrs
153º soneto - ano 2009

20/04/2009 GMT 1

ILUSÃO

joellira @ 17:00

Nunca escondi uma paixão com medo de a perder...
mas já perdi paixões que só eu pensava ter!
E quantas ilusões que por mim passaram
e quantas vozes me mentiram, não me amaram?

Quantas vezes fui enganado, mesmo iludido,
que agora seria mesmo para valer?
Quantas vezes ganhei sem nunca ter vencido
e quantas vitórias me fizeram perder?

Enganos destes, nem todos foram enganos...
Foram ventos passados, dádivas dos anos!
Recordo-os todos. Trago-os no coração.

Por ser transparente, sou pessoa sem medo...
E quanto ao que eu guardo para mim é segredo
mas não deixa de ser hoje outra ilusão!

20.04.09
17.01 hrs
152º soneto - ano 2009

19/04/2009 GMT 1

SONHO DE UM DESEJO!

joellira @ 12:46

No alto do Espichel vejo o horizonte.
Sinto a brisa do Mar sem ter-te nos meus braços.
Tento olhar o infinito que me consente
debruçar-me sobre as ondas em mil abraços.

Decifro a tua imagem entre os raios solares.
Fecho os olhos e entrego-me ao sal, recordando,
como se o sonho tivesse ido pelos os ares,
e neles me martirizo, me vejo divagando...

Medito quando me dirijo para ir meditar,
e nunca a tua companhia me fez dar,
um gesto, um afecto, palavras de alguém.

Nunca contei os passos para lá caminhados.
E no alto mantenho meus sonhos ancorados
que só nós sabemos quais são e mais ninguém!

19.04.09
12.46 hrs
151º soneto - ano 2009

18/04/2009 GMT 1

EM TERRA DE MILAGROSOS...

joellira @ 10:44

De facas afiadas, línguas depravadas,
conspirações palacianas, de sacanas,
eis as vozes vampiristas e conspurcadas
que só não nos chagam como nos chegam em ganas.

É um martírio ouvir de tantos milagrosos,
sabichões, intrujões, novos habilidosos,
que o mundo está doente, descontente...
Pois está! E que fazem eles concretamente?

Porque não se juntam as varinhas de mão,
que dizem ter e em magia dão solução
aos problemas que por cá estamos a viver?

É que quanto mais barafunda, mais confusão.
Sempre assim foi no que se aprendeu na lição:
É o povo quem decide como que fazer!

18.04.09
10.43 hrs
150º soneto - ano 2009

17/04/2009 GMT 1

ENVOLVE-TE!

joellira @ 21:37

Deixa-te envolver no aperto dos meus braços.
Sente o meu olhar terno dentro do teu fogo.
Deixa que eu sinta o sufoco dos teus abraços,
eu espero que aconteça. A ti te rogo!

Deixa-me saber que o tempo já não tem hora,
e que as horas param enquanto nos abraçamos!
E quanto tu sentires o que eu sinto agora,
verás o Sol nascer e mais que desejamos!

Entrega-te como eu me entrego em cada dia:
sorridente mesmo que suplicando eu faça.
É que a vida levada só terá mais graça

se cada sonho for real, logo aconteça,
que nos envolvemos e nada nos impeça,
então sim, entrega-me a tua alegria!

17.04.09
21.36 hrs
149º soneto - ano 209

DE OMBROS ENCOLHIDOS...

joellira @ 10:22

É isso. Hoje não me apetece escrever...
Estou mole. Desasado. Sem cor, destemperado,
incapaz de olhar o mundo, de me ver,
saturado do mesmo. Vejo-me cansado!

Não tenho vontade de fazer mesmo nada.
Há uma alegria pendente que não surge.
Espero-a e sinto-a adormecida, calada...
Talvez seja a inércia que me afecta, me urge?!

Não digo o que me vai na alma. Basta olhar.
Estou num estado sem estado. Só eu sei qual...
Vejo-me que estou nas tintas, me lixando!

Mas se te vir hoje irei escrever, voltar,
a falar de amor sem te dizer se bem ou mal?!
Não me vejo a escrever, tão pouco cantado...

17.04.09
10.21 hrs
148º soneto - ano 2009

16/04/2009 GMT 1

TODOS SUBMISSOS...

joellira @ 09:33

O que se faz no mundo, faz-se mal feito.
E ao que não se fez, deve-se fazer perfeito!!
É o que se diz por cá e se vai ouvindo...
Que coisa!... Sem ser verdade vão-nos mentindo?!

O mundo sobe a outra Torre de Babel...
De confusão em confusão está sem norte.
A escada não é de aço mas sim de papel
com milhões de almas a caminhar sem sorte!

Parecemos carneirinhos, todos obedientes,
muito felizes, satisfeitos e contentes...
Assim vai o mundo em perfeita ilusão!

E um dia que tarda em chegar se há-de ver
como é que tudo isto há-de acabar, saber,
aonde é que mora a força do povo, a razão!

16.04.09
09.33 hrs
147ºsoneto - ano 2009

15/04/2009 GMT 1

O QUE FOI QUE EU FIZ?

joellira @ 10:49

De quando em quando entro na escuridão
de um passado recente que me atormenta.
Eu bem queria não me lembrar da ilusão
que me fez viver e ainda hoje me afugenta!

Evoco por vezes iras, obscenidades,
raivas soltas que mexem comigo, porquês?!...
Factos passados no amor com falsidades
que me secam a alma por outros tantos quês!

Quando paro para pensar, alguém me diz:
- Não penses nisso. Desiste. Tudo morreu...
Talvez tenha morrido. Mas quem foi que perdeu!?

Bem quero sair desta teia emaranhada,
que a sinto dentro de mim aprisionada!
Mas não consigo sair dela. O que foi que fiz?...

15.04.09
10.48 grs
146º soneto - ano 2009

14/04/2009 GMT 1

PUXA POR UM CADEIRA E SENTA-TE

joellira @ 13:48

Enquanto eu abro a janela e ouço o mar,
puxa por uma cadeira, senta-te e ouve
a voz do oceano fazendo as ondas dançar,
e sente o brilho do Sol que em nós se move.

Respira fundo e volta a respirar,
enche a alma de sonhos e fá-la voar
até ao infinito do brilho duma estrela
que todos gostariam de um dia a tê-la...

Fecha os olhos e voa que não é proibido.
Hoje aqui tudo se diz e se faz com sentido.
Eu preciso de ti. Dessa tua energia.

Deixa-te estar. Não te levantes Dá-me a mão!
Aperta-a contra o meu peito. Sentes a emoção?
Não feches a janela. Olha a luz do dia!

14.04.09
13.49 hrs

145º soneto - sno 2009

OLHAR DE FRENTE!

joellira @ 09:03

É o nascer do Sol que me dá tal beleza,
que rompe o horizonte com a sua luz,
que me dá com o seu calor a maior riqueza,
que meus olhos se admiram e me seduz!

O Mar por excelência, centro das atenções,
mostra a força natural quem ali comanda...
Só ele abraça os sonhos e as ilusões,
e no seu espectáculo ninguém manda!

E que dizer de uma noite muito estrelada,
dum vómito vulcanico incandescente,
da tempestade para muitos amaldiçoada?

Haverá pois visão mais linda, encantada,
que esta vida nos oferece diáriamente?
Penso que não! Basta-nos só olhar de frente!

14.04.09
09.03 hrs
144º soneto-ano 2009

13/04/2009 GMT 1

CHAVE

joellira @ 23:46

Vivo no meu planeta Azul e tu me lês.
Sentes-te feliz quando te falo e me vês!
No meu Mar há uma caravela a navegar,
percorre as nuvens com a Lua a namorar.

Trago a chave das muitas portas para eu abrir,
ela é mais um dos segredos vindos do além!
Transforma as coisas somente sem as pedir:
Acontece nesta vida que vai e vem!

Não preciso que o mundo me impeça, me trave,
de andar, correr, procurando a felicidade!
A vida me criou, deu-me a mais bela chave

que dia a dia abro mais um céu sem idade!
E em terra firme sei onde está a eternidade:
Basta-te amares e sonhares na minha nave!

23.45 hrs
13.04.09

143º soneto - ano 2009

12/04/2009 GMT 1

FALAR DE AMOR...

joellira @ 17:08

Enquanto houver fome de palavras sãs,
ternuras pendentes pelos galhos da vida,
olhares perdidos, desamparados com dor,
poderei eu alguma vez mais falar de amor?

Falar de amor...

Enquanto se ouvir mentiras, promessas vãs,
gestos impróprios de humanos desumanos,
paisagens sombrias, friorentas, sem côr,
como poderei eu escrever palavras de amor?

Falar de amor...

Enquanto sentir a traição dominar a malvadez,
a solidariedade morrer à nascença logo gritante,
por entre injúrias, perjúrios de um cancro, tumor,
será que ainda existe dentro de mim a palavra amor?

Falar de amor...

Falar de amor, seria melhor que este mau sabor
dos travos amargos que tenho-os comigo, vomitassem
para sempre aos falsos profetas todo o meu rancor
para que eu pudesse, finalmente, falar de amor!

Falar de amor...

Como falar de amor se há Crianças que morrem sem pão,
onde a água amarelada tão pouco lhes refresca o coração,
e o poder lhes rouba a ilusão, maltratando-as com furor,
claro que é difícil para mim falar de amor!

Falar de amor...

Há quanto tempo não ouço dizer frases amor,
mesmo ditas ao vento e que só o vento mas faz bailar?
Por isso se a mariposa perdeu a força, o jeito e o rigor,
eu nunca deixei de pensar como é bom falar de amor!

Falar de amor...

Não posso esquecer que foi por amor que eu nasci!
Que fui desejo muito querido de alguém que eu já perdi!
Não quero esquecer a forma e o jeito de conjugar este valor!
Como tudo é belo à nossa volta quando se fala de amor!

( prosa rimada,
livre )

12.04.09

NOSTALGIAS...

joellira @ 10:11

Quantas alegrias adormecidas, desejos,
caprichos da vida, sonhos ao vento, beijos,
precorrem a minha mente, a minha alma,
que se me dão paz, tambem me roubam a calma?!

Quantas noites sem dormir, horas sem sorrir,
tardes sem o crepúsculo, sem o Sol sentir,
eu passei por debaixo da sombra da Lua,
com ela a observar os meus passos na rua?!...

Expônho-me, dispo-me, mostro-me ao mundo,
a um mundo asqueroso, ignóbil e imundo,
mas ninguém sabe quantas são as alegrias?!

Continuo a viver, logo a sonhar, pensando,
daí, alimentado-me do que foi passando,
e tudo junto todos eles são nostalgias!

12.04.09
10.11 hrs

142º soneto - ano 2009

11/04/2009 GMT 1

HOMENAGEM AOS MEUS ANIMAIS

joellira @ 18:39

Conheci em menino um amigo especial,
chamava-o por "Tejo", hoje recordação!
Era branco, enorme, invulgar animal:
Aquele foi o meu primeiro amigo: Um cão!

Depois, mais tarde, tive um "Rex", um rafeiro,
muito doido e amigo do coração...
Nunca me sabia dizer nunca um não!
Obediente, brincalhão e ladroeiro...

Seguiram-se com o tempo outros animais:
O "Pató", o "Caniche". E o "Moply" foi demais!
Tive tambem unhas afiadas, dois felinos:

Um " Ruca " e uma " Heidi ": Que linda viagem!
Vieram às minhas mãos todos pequeninos!
Aqui lhes presto a minha eterna homenagem!

11.04.09
18.39 hrs
141º soneto - 2009

10/04/2009 GMT 1

AMÊNDOAS!

joellira @ 16:51

Hoje recebi as mais belas e doces amêndoas.
Coisas doces à boca e quentes ao coração.
As goluseimas não foram dadas às toas,
mas sim todas elas com muita devoção!

São azuis, amarelas, brancas e há rosas,
pedaçinhos de açucar muito bem feitinhos!
Coloquei-as na boca e ao fazer prosas,
remeti-as todas em pacotes fininhos!

Recebi alegrias, vontades com vontades,
gestos turnurentos sem tempos, sem idades,
bonanças vindas de um longínquo horizonte!

E ao derreter as amêndoas na m'nha boca,
souberam-me a pouco. E a sêde ficou louca...
Agora, resta-me beber a água da fonte!

09.04.09
16.51 hrs
140º soneto - ano 2009

ESTADO DE ALMA...

joellira @ 16:11

Estou como o tempo: - Sem Sol, encoberto,
friorento, apreensivo, sem alento,
como se me visse num árido e tórrido deserto,
á tona numa onda empurrada pelo vento!...

Vagueio por aqui em pensamentos proibidos,
e por ruas com vida eu espalho calor!
Depressa, volto aos estados preteridos,
aos tempos da vida onde o amor tinha valor!

Algo triste, talvez pela quadra que atravesso
o meu estado de alma se disforma, lamente,
até porque sou pessoa, sou alguém, gente,

cujo sentimento, tem na alma o coração,
cujo olhar teu trago-o preso na tua mão
e tu sentes: Este é o estado que te ofereço!

10.04.09
16.10.hrs
139º soneto - ano 2009

09/04/2009 GMT 1

QUINTA FEIRA!

joellira @ 09:40

Para quem é crente, tem fé e acredita
que existe algo para além da inteligência,
da mente humana, Há uma outra bendita
que a todos nos põe em constante continência!

Para muitos já é santa a quinta feira
e para outros é mais um dia a ter em conta.
Mais sagrada e santa é a sexta verdadeira
em que a eclesiástica toda ela se apronta!

Nesta quadra todos deviamos meditar,
no amor que ainda falta fazer, dar,
trazer na boca a palavra salvação!

Se assim ao menos fosse pois um só dia,
todo aquele que está no mundo logo sentiria
que não é só na quinta que se come pão!

09-04.09
09.30 hrs

138º soneto - ano 2009

08/04/2009 GMT 1

TALISMÃ

joellira @ 19:55

Perto dos meus olhos um olhar reluzente
de tamanho amoroso, sorriso elegante,
mostrava uma alegria viva, contente,
que logo marcou presença bem cativante!

Pequena, leve, de uma luz infindavel,
fez-me lembrar alguem de um outra paragem
que ainda recordo-a como uma miragem,
alguém que nunca deixou de ser amavel!

Perto do meu olhar, um outro olhar pequeno,
sorriu e do meu fugiu sob um olhar sereno,
como se se tratasse de um estranho íman!

Eu sei que não há tamanho nem medida,
tão pouco um peso para tanta e tanta vida,
e é por isso que a tua luz é talismã!

08.04.09
19.54 hrs
137º soneto - ano 2009

07/04/2009 GMT 1

LUZ CINTILANTE

joellira @ 12:45

Olhei o ceu e vi naquela imensidão
tamanha luz cintilante que me deixou
estático, imovel, preso na atenção
por sentir algo que me apresionou!

Tentei tocar numa das pontas a estrela
e com o meu olhar esticado, fui a ela,
beijei-a pelo espaço e sem espaço fiquei.
E ao nascer do dia, renasci. Voltei!

Que luz aquela me banhou! Que me sorriu,
que me falou de amor e que a Lua ouviu,
fez-me parar no meu tempo de caminhante!

Explodiram fragmentos de Sóis estrelares,
ouviram-se canticos surgidos dos mares,
e eu contigo senti a luz cintilante

07.04.09
12.44 hrs
136º soneto - ano 2009

06/04/2009 GMT 1

PAPEIS...

joellira @ 13:53

Entre recortes, pedaços de tempo, leio,
frases escritas por mim, outras de alguém,
e, entre o futuro e passado estou no meio,
no presente a recordar o que hoje eu sei!

Há construções de tintas, traços no papel:
vogais, consoantes, virgulas, pontos finais.
Vejo-me a ler frases de fel e de mel,
bebendo sonhos que nunca foram demais!

De colher em colher, desfolho e disfruto,
pecados, morangos que não me deram frutos,
palavras queimadas pelo sono Outonal.

Enquanto as recordo, há um piano a tocar...
Mexo em papeis, flutuo em terra sem lugar.
Entre recortes, não vejo nenhum igual!

06.04.09
13.53 hrs
135º soneto - ano 2009

05/04/2009 GMT 1

FAZER DOS OUTROS PARVOS...

joellira @ 21:55

Quem não honra os compromissos assumidos
não têm postura, fazem da vida um deixa a andar!
Depois, não vão gostar de ouvir certos alaridos
que o povo lhes possam vir a enxovalhar!

Que falta de lisura há em certas pessoas
que não sabem respeitar ao já combinado!?
De frente, mostram-se tão sérias mais que boas
e ao virar da esquina, muda-se de fado...

Quem practica o jogo do cão e do gato,
ou mesmo do gato atrás de um rato,
sabe muito bem que não é jogo que se faça!

Fazer dos outros camelos, ou parvalhões,
é andar na vida aos empurrões e encontrões!
E quem vive assim nunca tem nem deixa graça!

05.04.09
21.53 hrs
134º soneto - ano 2009

SABER

joellira @ 11:22

Saber ouvir, é ter consigo a dignidade.
Saber falar é ter o dom que Deus lhe deu,
Saber dar amor é semear a verdade
dando mais luz a uma estrela lá no céu!

Saber sentir, e ter a alma muita atenta
às coisas más do mundo que nos apoquentam...
Saber sorrir, é dar largueza até mais não!
E sonhar, dá muito alma ao coração!

Saber que estamos cá todos a caminhar,
seguindo para a mesmissima direcção,
é saber que a vida gere pão, dá-nos mão!

E todos os que aqui vêem sentir, escutar,
sabem que o fim é igual no terminar...
Melhor será termos a mão presa a outra mão!

05.04.09
11.22 hrs
133º soneto - ano 2009

NÃO DESANIMES!

joellira @ 09:59

Fitei o teu olhar triste, tão perturbador,
inquieto, inseguro, quiça distante,
um olhar confuso, misterioso, sem cor,
e eu li que tu és doce, és cativante!

Quis estender-te a mão, dar-te vida, dizer
palavras que tu precisas de as ouvir,
de gestos que tu não os deves esquecer,
mas o tempo, esse, não nos fez sorrir!

Estás carente, como tantos que ai vagueiam,
e o mundo que passa ao lado, todos passeiam,
e eu que existo te digo: - não desatines!

Há mais alguem perto de ti, alguém tão capaz
em mudar o teu olhar... Dá-lo vida, paz!
Segue em frente mas à frente! Não desanimes!

04.04.09
22.05 hrs
132º soneto - ano 2009

03/04/2009 GMT 1

AGRADECER

joellira @ 16:09

Fica-te muito bem saber agradecer
a quem te fez um favor ou te deu a mão.
Tu nunca deves essa pessoa esquecer!
Tra-la sempre contigo no teu coração!

Não te esqueças de quem te ama e te quer bem.
Sê humilde e nunca lhes vires a cara.
A arrogancia é filha de um pai sem mãe
e o cinismo traz um mal que nunca sara!

Não deixes para amanhã o agradecimento,
que o verbo pode entrar no esquecimento,
e quanto mais tarde o fizeres pior será!

Agradece sempre o favor, a atenção,
daqueles que nunca sabem dizer-te não!
E desculpas, certamente, ninguém as dirá!!

03.04.09
16.07 hrs
131º soneto-2009

02/04/2009 GMT 1

A ALGUÉM

joellira @ 10:59

Escolheste o silêncio.

O silêncio onde nada se ouve,
tão pouco se vê mexer coisa nenhuma!

Escolheste o caminho do silêncio
de um um novo caminho,
deixando alguém atras nele sozinho...

O mundo acontece,
tudo gira à nossa volta
e, nele existe
a doçura e a revolta!

E o silêncio perdura...

Ainda hoje mergulho
nesta noite sem estrelas
no céu a brilhar!

Ouves a minha voz a gritar?

Sou sentinela da minha escolta!

Como ser feliz
com tanto silêncio à solta?!

Me silenciei.

Estou silenciado!

Faltas-me tu a meu lado!

05.01.2009

DIGNIDADE

joellira @ 10:49

Coitado. Mais um dia sem trabalhar.
Mais um dia sem ter nada para comer.
E tanta coisa que ele tam para falar...
E não há ninguém que lhe possa valer!

Responde a anúncios de ocasião.
Bate a porta quase sempre bem fechadas.
Se nos seus sonhos já não mora a ilusão,
o passado, foi para ele conto de fadas!

Que esperança este Homem pode ter
se as leis são vagalhões ao desgoverno,
aumentando a enorme precaridade?!

Só lhe resta que venha alguém aqui dizer:
Quando deixares de viver neste inferno,
então sim: - Ganharás a tua dignidade!

02.04.09
10.49 hrs
130º soneto - ano 2009

01/04/2009 GMT 1

A MINHA VERDADE

joellira @ 21:16

Já não sorris perto de mim. Já nem te vejo!
Não te ouço dizer nada. És pedra fria.
Por anda essa liberdade do teu desejo?...
E o que é feito da vivência do teu dia!?

Quantas mãos na tua vida já seguraste?
E quantos pensamentos já tu pecaste?
Quantas foram as mentiras que já pregaste?
E quantos corações na vida desprezaste?

Tantos enganos, caprichos ditos ao luar,
fogem-te da alma, mordem-te o calcanhar,
enquanto tu perdeste o riso da vontade.

És a fumaça do passado que aqui recordo.
Por ti eu já não sofro, tão pouco me mordo...
Mas quero que leias esta minha verdade!

01.04.09
21.15 hrs
129º soneto - ano 2009

QUEM ÉS?

joellira @ 09:37

Estou grato à vida e por saber que estou
flexivel, expontâneo todo atractivo.
Estou preso à miragem que me deixou
a ver o rio azul sob um olhar pensativo.

Entre o tamanho do céu mais que infinito,
aquela expressão quer ao mundo perguntar:
Quem ouve da minha alma este meu grito
que não cessa e que não sabe como cessar?!

É esta quadra pascoal que eu te entrego
o meu manto, que me cobre meu olhar cego
que me alimenta da cabeça aos meus pés!

Há um sorriso escondido, tal como um sonho
que não se deseja dorido, mas risonho,
que me adormece por não saber quem tu és?!

01.04.09
09.37 HRS

128º soneto - ano 2009

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis