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As estrelas firmadas no céu

Arquivo: Março 2009

31/03/2009 GMT 1

SAUDADES DE ALGUÉM

joellira @ 16:03

Que falta me faz o espaço do teus braços!
Caminho sem ter o calor do teu regaço!
E aonde está o beijo do teu melaço?
Sofro por saber quem sou: Não sei o que faço!

Como está o teu corpo sem os meus abraços?
Como estão os teus cabelos sem o meu toque?
Como vai a tua estrela noutros espaços?
Sempre a sonhar, vezes a pé outras a reboque...

Deveria de esquecer o fogo do teu vulcão!
Está por sarar a chaga desta ilusão!
Continuo a navegar na onda de ninguém...

Que falta me tem feito a falta do teu pão,
do teu olhar, da voz que aqueceu o coração!
Que saudades eu tenho de amar esse alguém!

31.03.09
16.03 hrs
127º soneto - ano 2009

CORRER

joellira @ 09:55

Corre a criança desalvorada no jardim.
Corre a água do alambique gota a gota.
Corre a nuvem lá no espaço a perder fim.
Corre na praia apressada uma Gaivota...

Corre a lagrima de um olhar apaixonado.
Corre a ideia que se esvaia de um velhinho.
Corre o homem que nunca quer estar parado
Corre p'ra boca um canecão com um bom vinho...

Corre a Gazela afugentada por uma Chita.
Corre no céu uma estrela mui infitita.
Corre tudo que mexe mesmo sem se ver...

Corre a água de um rio que inunde a Terra.
Corre o povo mutilado de tanta guerra
e corro eu tambem com esta vida a correr!

31.03.09
09.55 hrs
126º soneto-ano 2009

30/03/2009 GMT 1

DECEPÇÃO

joellira @ 12:58

Gostava de receber o gesto de alguem
que se diz cooperante, amigo, colaborador,
daquele que me bate nas "costas" e muito bem...
e que me evoca mil palavras de amor!

Gostava de sentir no que ouço ser verdade,
no que eu vejo é mais que prova de afeto,
e não ter que engolir tanta falsidade,
dai dizer-lhes que eu não lhes acho correcto!

Tudo tem um nome que se lhes dá então;
que eu condisero mais que falsificação
a todos que na despedida nem dão um adeus!

Para mim quem o procede dá decepção,
e não há lugar para desculpa ou excepção,
porque todos nós somos filhos de um Deus!

30.03.09
12.57 hrs
125º soneto-ano 2009

28/03/2009 GMT 1

DOENTE

joellira @ 18:24

Estou envolvido numa onda gigante,
que me procura por ai a todo o gás,
querendo-me roubar a mente, galopante,
levando-a para longe em busca de paz!

Estes estremeços, balanços são maus avisos;
sinais de tempestades, fazem-me pensar:
Quem ficará por aqui para ouvir os meus risos
quando eu tiver que parar e deixar de os dar?

Sinto-me enleado a este enleio natural
da vida que me foi dada logo à nascença...
E sem ofensa à maravilha desta crença,

seria melhor sumir-me deste curral
e pôr-se a tudo e a todos um ponto final,
porque o silêncio já começa a dar doença....

28.03.09
17.23 hrs
124º soneto-ano 2009

27/03/2009 GMT 1

CAMINHANDO

joellira @ 10:43

Alguém haveria um dia te escrever:
Liberdade, palavra que tão bem dominas,
Com inteligência, paciência e saber
Ilustrando a palestra tal como a ensinas!

Observas o mundo à volta do ser humano,
Na qualidade psicológica da vida.
Em tudo que fazes, fa-lo bem. Sem engano;
Servindo uma causa que te é querida!

Contas sempre com uma mão na tua mão...
Amiga, a "luz" que nós temos é água, pão,
Rosas que são transformadas em alimento.

Por isso a tua "luta" tem muito amor,
Inda que de quando em quando sintas dor,
Não deixarás pois de colher o teu provento!

27.03.09
09.43 hrs
123º soneto - ano 2009

À MINHA JANELA

joellira @ 00:40

Limpo o pó das vidraças da minha janela...
Meus dedos esfregam vidros embaciados,
tocados, focados pelos olhares dela
que deixam os meus olhos hipnotisados!

Traiem-me quando penso o que não devo pensar.
Põem-me em extâse e ela já não os vê!
Fugiu, sumiu, inventou um conto de pasmar,
daquelas histórias que ninguém as lê!

Fui o que ainda sou talvez um outro nada...
Alguém que lhe deu de comer e de beber
a troco da fome, duma vida sem rima.

Fiz dela o que ela sentiu: mulher amada!
Dei-lhe um rio abundante com água a correr
e afoguei-me, ao banhar-lhe a auto-estima!

26.03.09
23.40 hrs
122º soneto - ano 2009

25/03/2009 GMT 1

PAI

joellira @ 21:33

Eu sei que de quando em quando me visitas...
Me dás sinais atraves de alguem que estás!
Que os teus tempos de hoje são de muita Paz,
onde os sossegos finais são horas benditas!

Alguém hoje me despertou. Um pai que não meu.
Alguém como eu que te amou e o perdeu.
Alguém que existe e que ainda não te esqueceu.
Alguém que sente a presença tal como eu!

Todos nós seguimos na mesma direcção:
É além o destino! O fim, tem caminho.
Portege-me. Pai, tu vives no coração!

Eu perdi-te mas andas comigo pela mão.
Comes à minha mesa o naco de pão
e não te falta a água, o amor e o vinho!

25.03.09
20.33 hrs

121º soneto-ano 2009

ATÉ AMANHÃ

joellira @ 01:05

Não te despedistes de mim. Nem um adeus!
Chegaste, mal me beijaste e mal me viste!
Disseste-me algo... e logo tu saiste,
deixando-me entregue somente a Deus!

Pensei se era tudo real ou virtual
o que eu estava de ti a ver e ao ouvir?!
Chegaste. Mal ficaste.E vi-te partir
sem ter tido tempo para um beijo natural!

Não sei o que me vieste dizer, ou fazer,
naquele momento tão absurdo, incolor?!
Em tudo o que me deste não me deste amor!

Saiste de mim tal como o vento entrou:
Mal dei por isso. Só sei que dele nada ficou!
Fiquei com vontade em desaparecer!

25.03.09
00.05 hrs
120º soneto-ano 2009

24/03/2009 GMT 1

FOSCO

joellira @ 22:36

De quando em quando eu sei que sou um tosco,
um imbecil por me deixar enrolar no vento...
E ao olhar o Sol, sinto-me confuso, fosco,
fico com vontade de esquecer logo o momento!

Há sempre uma armadilha que me espera,
uma cilada, uma manha, tal como uma fera
que espera a presa, indefesa, sem arte,
fugindo do perigo vindo de toda a parte!

São os olhares da noite e o sons do dia
que me perseguem, e me apoquentam tanto,
bem no centro da alma e me quebra a alegria!

Deixo-me cair... E quando eu me levanto
volto a recuperar e a ganhar novo encanto
para voltar a não dizer o que não queria!

24.03.09
21.35 hrs

119º soneto - soneto ano 2009

23/03/2009 GMT 1

DEFENDER!

joellira @ 17:35

Como é possivel o nosso mundo assistir
impávido e sereno, à imoralidade,
de um qualquer poder que faz por omitir
as causas da verdade da realidade?!

Escondem-nas dos nossos olhares. Cegam-nos...
Mas não conseguem confundir-nos na confusão!
Dão-nos noticias... Ilusão. Afectam-nos!
Paz nos seus espiritos nunca eles terão!

Redondamente enganados, tais ditadores.
Nunca no mundo eles hão-de ser senhores,
mas sim criminosos, cretinos, miseráveis!

Cá estamos de braço dado a defender,
a palavra liberdade que um dia há-de vencer,
tais patifes que no mundo são detestáveis!

23.03.09
16.34 hrs
118º soneto - ano 2009

22/03/2009 GMT 1

GOLPE

joellira @ 09:42

Ouvi o recado. Calei-me. Segui caminho.
Esperei. Pensei no que iria dizer, fazer...
acordado na alcoolemia do teu vinho,
estar preparado para sentir e te ver!

Vi chegar a tua luz vinda de longe, distante,
e com o meu olhar olhei todo o esplendor
que me iluminou, fulminou e, num instante,
partiu logo sem um abraço forte de amor!

Foi um golpe sem tempo com tudo marcado,
onde se controla todo o compasso que é dado,
porque há uma ordem má que não devia haver.

Aparvalhado, fiquei surdo, mudo, calado...
Sem respirar fiquei atónito, inerte, parado,
porque sequer me deste tempo para eu te ver!

22.03.09
08.41 hrs
117º soneto-ano 2009

21/03/2009 GMT 1

ESPERO POR TI NO ESPAÇO!

joellira @ 18:40

Eu perdi o medo das palavras, perdi.
Perdi o medo de ter medo. Vou contigo.
Precorro todo espaço que tenho aqui
na palma da mão que dorme comigo!

Espero por ti aqui ou em qualquer espaço,
onde caiba um olhar um suspiro d'amor,
onde se possa fazer de um fio, um aço,
e que as nossas mãos se unem para melhor!

Eu já não penso como pensava, mudei!
Já não escrevo para quem não me mereceu.
Escrevo sim mas só nas estrelas do meu céu!

Eu caminho agora de frente. Eu irei!
Ao infinito da gesto, ao sabor do sal,
do mel, da palavra que me deste afinal!

21.02.09
17.40 hrs

116º soneto-ano 2009

20/03/2009 GMT 1

ESTOU COMO O SOL!

joellira @ 12:51

Estou como o Sol! Tenho luz propria, dou luz!
O Mundo que tanto amo me faz feliz!
Tudo o que existe à minha volta me seduz,
e que fiz eu para estar assim, que fiz?

Que faço eu para me sentir com tal graça,
que me enche o peito de alegria e de saber?
Pergunto a cada pessoa que por mim passa,
se ela por acaso é capaz de me dizer?

Sou como um Sol radiante que semeia calor,
que espalha na terra a semente do amor,
e que ama quem eu amo tal como ela sente!

Este meu Sol faz-me feliz! Tenho-o comigo.
Eu quero amar o mundo e quero estar contigo,
porque é ele que nos une mesmo quando ausente!

20.03.09
11.51 hrs

115º soneto-ano 2009

19/03/2009 GMT 1

SONETO POR LER...

joellira @ 10:07

Pai, o Homem fabricou um dia para ti.
Hoje é o teu dia, o meu dia também!
Embora eu já não te tenha por aqui,
sei que não estás longe e que me queres ver bem!

Embora nunca me lesses este soneto,
já em vida não o lias por não saber,
sei que sempre me deste muito amor, afecto,
e por isso Pai, eu nunca te irei esquecer!

Fui menino, hoje sou pai, amanhã saudade.
E assim a vida dá-nos mais vida à idade!
Aqui estou eu presente para te dizer:

Pai, sou feliz! Eu Amo o mundo e te agradeço,
e sei que tu sabes quanta felicidade mereço;
foi o teu primeiro desejo ao meu nascer!

19.03.09
09.11 HRS

114º soneto - ano 2009

18/03/2009 GMT 1

RESISTIR

joellira @ 09:50

Os meus olhos vêem o mundo desmedido,
desarticulado, calado, corrompido,
esfomeado, sem emprego, empobrecido,
tumultuoso, rancoroso, esquecido.

Eu ouço todos os dias alguem dizer:
A fome, a miséria não passa de crescer!
Há familias que mal sabem como viver?!
E quem pode acudir, dar a mão, resolver?

Coitado do mundo azul cheio de mazelas,
de negruras tais que aqui descreve-las,
dariam mais pranto a quem deixou de sorrir!

Mas o que houver para ser feito, se fará:
Há sempre alguém aqui, ali ou acolá
gritando ao mundo a palavra, resistir!

18.03.09
08.49 hrs
113º soneto - ano 2009

17/03/2009 GMT 1

SEM FRONTEIRAS...

joellira @ 10:20

Embora eu saiba que no mundo haja fronteiras,
algumas até intransponiveis de passar,
nunca na minha mente bailaram barreiras
impossibilitando-me de as ultrapassar!

Não quero dizer que eu tenha tudo o que eu quero,
ou faça tudo o que me vem à minha ideia!?
Não! Sou metódico, paciente e sincero
enquanto esta alma me correr na veia!

Deixo o obstáculo no lugar. Sigo em frente.
Não deixo de lutar pelo o que quero e desejo:
Fazer-te feliz e amar-te perdidamente!

E quanto de ti recebo um olhar, um beijo,
desmorona-se uma montanha, um pêjo,
e logo ficamos felizes, finalmente!

17.03.09
09.20 hrs
112º soneto - ano 2009

16/03/2009 GMT 1

GRANDOLA, CANCÃO...

joellira @ 15:15

Minha alma está vazia, fria, sem Lua
que me acompanhe durante a tua ausência.
Enquanto o Sol abrasador queima na rua
eu espero que termnine esta penitência!

Minha Grândola que entoa a voz para mim
dá-me a força que sem a usar eu a elevo.
Faço-te chegar a luz que não tem fim
porque em vida tudo te dou e de ti levo!

Cada passo que tu dês eu estou presente
porque a morena que me canta sabe e sente,
como bate este bater do meu coração!

Sem ele perto de ti, o Sol fica distante.
A Lua, ficará sempre na fase minguante...
E eu quero sentir a tua Grandola, canção!

16.03.09
14.14 hrs

112º soneto - ano 2009

15/03/2009 GMT 1

DIANA

joellira @ 23:30

És o meu templo, o meu universo vivo!
A alma que me aquece e me abafa o olhar.
E com estes onze capitulos sem desfolhar,
aqui estou eu para te dizer como te sirvo?

Diana, mulher prisioneira, sou teu soldado.
A memória não esquece tal caminhada,
por entre os olhares de uma noite amada,
e nos teus apertos que ao meu peito me foi dado!

A alma destes onze livros estão comigo,
guardados. Ambos dormem e estão contigo
como reliquias inseparaveis da paixão.

Quero encendear o teu olhar encandescente,
e ser de ti o mais amado e o mais quente
para que tu, Diana, fujas dessa prisão!

15.03.09
22.16 hrs

111º soneto - ano 2009

14/03/2009 GMT 1

ESQUECENDO

joellira @ 06:59

Poderia passar ao lado do pensamento
factos vividos no meu recente passado...
Mas não. É que a causa do não esquecimento
volta não volta, me surge neste meu fado!

São as mais marcantes que me dão mui mal-estar
como por exemplo, exemplos bem marcados
no sentimento, na dôr e nas do verbo amar,
que não as esqueço para mal dos meus pecados!

Se eu mandasse na memória que não faria,
ou se nas bocas do mundo o que não diria,
para que se apagassem ou se calassem,

e de uma vez por todas eu fosse esquecendo!?
Já não vinham ao pensamento, logo vivendo,
sorrisos, lembranças que não me destroçassem!

14.03.09
05.30 hrs

110º soneto - ano 2009

13/03/2009 GMT 1

INDO ASSIM...

joellira @ 09:59

Sinto uma dôr estranha aqui no peito
que me aperta e me dá enorme ansiedade,
que me deixa atónito, aparvalhado, sem jeito,
por não te ver nas ruas na minha cidade!

Ando de encontro ao encontrão, desencontrado,
e os ponteiros da vida não me vão perdoando...
Há quem já esteja a dormir, aconchegado,
e eu sem ti, conto as horas que vão saltando!

Assim eu passo o tempo com ele a passar,
sentindo-o que me desgasta sem parar,
um segundo, um minuto de um longo fim!

E tudo acontece, porque nada acontece,
tão pouco a Lua me fala ou me oferece
sinais de ti! E eu, cá vou indo assim...

13.03.09
08.58 hrs
109º soneto - ano 2009

12/03/2009 GMT 1

PODIA SER MAIS FELIZ!

joellira @ 11:46

Embora a felicidade não tenha medida,
ela pode ser sentida menor ou maior,
dependendo do vector que se tem na vida,
ou na circunstância do pior ou no melhor.

No meu caso, eu seria muito mais feliz
se soubesse que o mundo já tem uma lei
que proibe a miséria em qualquer país,
dando assim felicidade a quem não a tem!

É pois um flagelo assistir à derrocada
deste mundo que fala em paz e não faz nada,
para instalar a igualdade e a liberdade!

Enquanto isto não acontece, como é que eu posso
ser mais feliz na Avé Maria, ou num Pai Nosso,
se os homens passam ao lado da fraternidade?

12.03.09
10.46hrs

108º soneto - ano 2009

11/03/2009 GMT 1

SOBRE A NOITE

joellira @ 10:58

Acordei nesta madrugada. Despertei.
À minha volta estava uma claridade,
vinda das persianas que mal as fechei
e logo me surgiste com sensualidade!

Eram três da manhã, e no meu pensamento...
Tu não me deste por ter entrado no teu?
Estive a teu lado, deitado, como alimento.
E, bem acordado, subi contigo ao céu!

Sobre a noite o sonho real, não dormia.
Nem eu tinha vontade de me levantar!
Fechei os olhos e deixei-me voar, voar!

Adormeci! Estavas ali! Eu sabia!
Senti a tua mão no meu corpo me tocar,
por incrivel, vi-te nos braços comigo a dançar!

11.03.09
09.53 hrs

107º soneto - ano 2009

10/03/2009 GMT 1

AMIGA, DÁ-LHES UM FIGO!

joellira @ 11:53

Se as pessoas que giram à minha volta
tivessem um pouco da tua simplicidade,
as aves cantavam e viviam à solta
ao encontro da paz e da sinceridade!

Elas ainda não aprenderam, coitadas,
que ser como tu é coisa simples d'aprender!
Basta não viveres em muitos contos de fadas
nem esquecer os muitos que por ai ouves dizer...

És a mulher que sabes guardar um segredo,
que não há palavra que te faça meter medo,
por seres sincera e leal com um teu amigo!

Eu nunca te vi semear em terra alheia.
E às vezes`quando as vozes da alcateia,
tentam morder os calcanhares, dás-lhes um figo!

10.03.09
10.54 hrs

106º soneto - ano 2009

09/03/2009 GMT 1

OLHAR EMBRIAGADO

joellira @ 23:50

Num curto olhar meu, vejo a água adormecida,
quieta, a ser contemplada com o teu olhar.
Bastou um sorriso teu p'ra a ver mexida,
como se um dedo meu entrasse nela em circular!

A Lua, ao mostrar-se, pareceu-nos dizer,
que o teu olhar tinha a força do universo,
para que um poeta te fizesse mais um verso,
e te lê-se o que tinha acabado de escrever!

Eu só via o teu olhar dentro do meu olhar
e nada mais havia para ser visto em nós!
Somente a Lua deixava-nos estar mais sós!

E a água do lago dançando ao som de um beijo,
foi ficando embriagada com mais desejo,
até que as ondas parassem no seu ondular!

09.03.09
22.09 hrs
105º soneto - ano 2009

PONTO FINAL!

joellira @ 10:26

Finalmente, coloquei um ponto final
ao ponto há já muito desejado em algúem!
Não foi facil colocá-lo. Mas o sinal,
que me foi dado, só me irá fazer mais bem!

A moléstia do passado tão doentia,
acabou-me por ser tratada finalmente!
A ilusão que me fizeram, fez-me azia,
e foi pena ter acordado tão tardiamente!

Este ponto final é mais que ponto acente,
embora outros parágrafos hei-dos escrever,
mas sempre com a ilusão distante, ausente!

Direi aos meus olhos como eles devem ver,
e á alma pedir para nunca mais esquecer,
este ponto final aqui tão bem patente!

09.03.09
09.24 hrs
104º soneto - ano 2009

08/03/2009 GMT 1

QUANTA BELEZA!

joellira @ 10:37

O Mar, é lindo, magestoso e imponente!
O Sol, é a luz do mundo com maior brilho!
A montanha, é o braço erguido, crescente!
O Deserto, é a secura dum caminho sem trilho!

Na selva, adormece uma vasta natureza!
Nos Pólos, são vistas auroras boreais!
Dos vulcões, saem lavas, pedras com firmeza!
E na Terra há tesouros belos de mais!

Só eu sei qual é a mais bela ao meu olhar.
Pois para mim já não é mais segredo aqui dito:
Dás-me a força com teu esplendor bendito!

Eu vejo agora quanta beleza há em ti!
És a principal estrela que eu nunca vi!
E tu meu amor, nunca mais te deixo amar!

08.03.09
09.39 hrs

103º soneto - ano 2009

07/03/2009 GMT 1

SOU FELIZ!

joellira @ 18:38

Acaso estar feliz é um caso do acaso?
Nada vem ao acaso. P'ra tudo há um sentido.
Na vida, não existe a palavra probido!
Tudo nasce e tudo morre. Há sempre um caso!

Estou feliz, porque te amo vida. Te amo!
Sem ti quem seria eu aqui sem te dizer
que és tu vida que me dás vida p'ra viver
e que tanto eu te adoro e te proclamo!

Que importa a dôr de uma dôr adormecida,
se és tu que me dás mais força nesta vida,
se tu és a causa desta placa, matriz?!

Te amo cada vez mais, por isso te digo:
Não irei deixar nunca de estar contigo!
Basta só pensar como é bom ser-se feliz!

07.03.09
17.37 hrs

102º soneto - ano 2009

EXPLOSÃO!

joellira @ 15:25

Após tantos anos de espera, aconteceu,
o toque azul entre duas estrelas solares,
e com tal força se sentiu e, assim nos deu,
para entrar-mos de mão na mão nos nossos mares!

A Terra, pareceu-nos parar o coração,
e do céu vieram estrelas p'ra festejar,
enquanto se dava em nós a tal explosão,
no bater p'la alegria do pestanejar!

Foram tragos de mel engolidos pelas bocas,
onde os minutos e as horas muito poucas,
nos deram a mais desejada premissão!

As curtas passagens foram-nos tão loucas,
deixaram-nos com as vozes cansadas, roucas,
quando se fez ouvir a mais bela explosão!

07.03.09
14.23 hrs

101º soneto - ano 2009

06/03/2009 GMT 1

A CHEGADA!

joellira @ 09:42

Pelo o espaço no tempo eu soube esperar
pela tua chegada ao leito do meu rio,
e nele entraste para o teu corpo refrescar
e sentires na água a limpidez do meu brio!

Finalmente chegaste. Vieste! Aqui estás.
Eu nem contei o tempo que tive de esperar!
Agora que tenho em mim essa tua paz,
nem dou por mim como a irei festejar?!

Não digas nada... Mergulha em rio real
e faz o que sempre tu quizeste fazer.
Não há mais cancela, sequer, porta fechada!

Os abraços, são ondas em mar espiral!
Os beijos contados no céu, se irão perder!
Soubemos esperar p'la vinda desta chegada!

06.03.09
08.40 hrs

100º soneto - ano 2009

05/03/2009 GMT 1

UMA CARTA

joellira @ 12:16

O medo não deixa que a tua mão escreva
o que te vai na alma, porque há um medo,
um receio de que alguem saiba o teu segredo,
e que essa tua coragem não mais se atreva...

Ou será que o teu sentimento te proibe,
escrever uma carta, consolando alguém
ao fazê-lo, ou a consciência te inibe,
porque tu pensas que tu já não és ninguém?!

Há sempre em nós algo importante para dizer!
Haja vontade, coragem para escrever,
antes que a ansiedade se perca e se farta...

A paixão, não suporta mais dôr. Está doente.
E se há alguém quem queira ser feliz, contente,
eu serei esse alguém quando eu ler essa carta!

05.03.09
11.15 hrs

99º soneto - ano 2009

04/03/2009 GMT 1

PARAGEM!

joellira @ 22:20

Pareço estar parado, estagnado, mas não estou!
Pareço não amar, não gostar, andar por ai...
Mas o que é certo é que agora sei quem sou.
E tambem já sei como vou sair daqui!

Estou atento ao que eu ouço e ao que eu vejo:
Mais atento ainda aos sons do meu coração!
Quanto às "moscas", e outras que eu não desejo,
bem podem iludir-vos que a mim já não!

Estou na paragem de passagem e seguir
com bilhete sem retorno, neste meu ir,
ao encontro do encontro já prometido

inumeras vezes, vezes sem conta a final,
para que me vejas que não há em mim igual,
nesta paragem à qual estou comprometido!

04.02.09
21.21 hrs

98º soneto - ano 2009

03/03/2009 GMT 1

PAPOILA VERMELHA!

joellira @ 23:04

Vem a caminho com rumo certo, devagarinho,
a dança do vento numa papoila avermelhada,
que em corrida louca, galgando caminho,
virá ter à mão duma espera tão desejada!

E ao olhar o céu, num céu mais que azulado,
a papoila, deixar-se-á tocar, colher,
pelo gesto da mão e que de braço dado,
transforma-a na mais bela, linda mulher!

E por entre os romoinhos se beija o beijo,
numa papoila hoje real, ontem desejo,
com o sonho de outrora prestes a chegar.

De olhar aberto, esbugalhado, mas certo,
há-de ver e sentir que o abraço está perto,
entre a papoila e a mão que lha há-de tocar!

03.03.09
22.04 hrs

97º soneto - ano 2009

HÁ QUANTO TEMPO...

joellira @ 11:07

Há quanto tempo não te escrevem uma prosa,
versos de amor, rabiscos, sonetos, poemas,
palavras ardentes, pétalas de cravo e rosa,
que fazem-nos mexer paixões como em cinemas?!

Há quanto tempo não lês uma carta de amor,
com sorrisos, desejos, colheradas de mel,
não ouves as canções que tu bem sabes de cor.
Não há quem tas diga. Nem num simples papel?!

Tanto tempo sem noticias... Tudo vôou?!
Ou será que do tempo só resta a memória
do sabor perdido que o tempo te roubou?

E as saudades que outrora foram gloria,
dormem no teu cadastro pois são a história,
do tempo que por lá sem tempo ela deixou.

03.03.09
10.05 hrs.

96º soneto - ano 2009

02/03/2009 GMT 1

ESTRELA AZUL!

joellira @ 13:10

Ontem à noite pintei no céu mais um estrela.
Foi com o teu olhar que eu embelezei o painel.
E, com a tua mão fria por nunca a tê-la,
dei um retoque à poesia com meu pincel!

Enchemos o céu com um brilho de pasmar,
e as outras estrelas connosco presentes
não sabem que as cores do nosso estrelar,
só nós as sabemos porque são tão videntes!

Ontem à noite, também a estrela do sul,
teve mais brilho na sua côr de azul,
quando cruzámos o céu com o nosso olhar

com as cores da Paz,de Amor e de desejo,
envoltas num eterno abraço e longo beijo
que ficaram perdidas de tanto pintar!

02.03.09
12.08 hrs

95º soneto - ano 2009

01/03/2009 GMT 1

DÁDIVA!

joellira @ 08:16

Quando se recebe algo que não se espera
e que o alimento seja a água e seja o pão,
em nossa mesa há uma luz,uma esfera,
que bate e dança à volta do coração!

É uma dádiva acabada de chegar que faz mexer,
o sentimento quiçá perdido por entre vielas
e que sem esperar embora tarde faça saber
quantos sonhos já vimos por entre janelas?!

Quem recebe o que não pede, mas que deseja,
alcança quase sempre a meta do seu caminho
e nele haverá o perfume do rosmaninho!

Haja quem nos queira bem e que nos veja
felizes neste abraço forte que não aleija,
a dádiva que veio ficar neste cantinho!

01.03.09
07.01 hrs

94º soneto - ano 2009

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