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As estrelas firmadas no céu

28/05/2008 GMT 1

Sol de pouca duraçao...

joellira @ 22:50

Chegaste em Noite de Sol,
partiste quase sem me veres.
Porquê teve de ser assim
essa partida que fez de mim
um estranho entre dois seres?!

Era noite quando chegaste,
e naquela noite fez-se dia!
Abracei-te e tu me abraçaste,
chorámos ambos de alegria!

Foi noite, sim. Eu sempre disse,
que alguém chegava para partir.
Mas houve alguem que ouvisse,
que reparou e sentisse
a forma do meu sorrir!?

E as saudades para matar,
nos dias de Sol que deram chuva...
Deixaram-me sempre a pensar,
antes sofrer que olvidar,
a tua parra não deu uva!

E a noite sempre chegou,
num adeus curto insensato,
e o teu Sol sequer deixou
uma restea no meu prato...

Partiste em manhã primaveril.
sem teres comido a "vontade".
E a minha fome tão senil
não alimentou a saudade!

Foi um Sol, como um trovão,
quase nada contemplei.
Foi visita sem duração
e agora mais nada eu sei!

24/05/2008 GMT 1

Mente Brilhante!

joellira @ 10:12

Sei que vês em mim uma luz com mente brilhante,
que mexe com o teu interior e deixa pensar,
no porquê deste brilho forte e cintilante,
que deixa rasto por onde esteja a passar?!

Sei que sou para ti uma palavra proibida,
um gesto suave no sonho em ti adormecido,
onde a batega que na tua face é sentida,
e só o brilho da minha mente fará sentido!

É que tu fazes parte, mesmo que não queiras,
desta minha mente que sabe e só quer dar,
amor, paz mas sempre com palavras verdadeiras
e o brilho se não mente é para ficar!

Como tu a dizê-lo, há por ai tanta gente,
que eu tão pouco sequer sei quem eles são,
dizem que o brilho é forte da minha mente
e que os deixam logo bem presos ao coração!

Sei que sou feliz por saber e agradeço,
a Deus, todos os que se dizem perto de mim!
No entanto, não sei se de facto eu mereço
ter de ti tanta e tão bela postura assim?!

Sei que há mais gente a dizer e a sentir,
tal como tu dizes, sentes e proclamas!
Que me desculpem se porventura eu omitir
o que tu hoje, agora e sempre exclamas!

Sei que se pudesse ser outro, talvez seria
um outro ser que não este que tu conheces,
com outro brilho, noutra luz no dia-a-dia
e não teres mais este no qual te aqueces!

Esta minha mente continua a precorrer
em soldados, estatuas de ouro e marfim!
E quando a noite vier um dia a aparecer
a minha luz fica por cá sem ter mais fim!

18/05/2008 GMT 1

Em frente, caminhar!

joellira @ 10:24

Eu sei que por detrás do meu Sol existe,
de quando em quando, uma sombra adormecida,
e cada vez que ela surge, não resiste,
em me dar algum desconforto nesta vida!!

Sei que o tempo tudo leva e tudo trás,
e também sei que eu sem ele nada sabia,
e quando a tal sombra surge, me rouba a Paz,
me dá algo que atormenta minha alegria!

Se eu soubesse meditar, adivinhando,
o que nunca eu aprendera, não me ensinaram,
talvez eu hoje não estivesse caminhando
nesta passada onde tantos já passaram!

É que eu choro muitas vezes sem chorar,
dando até a entender quem me conhece...
E se o meu sorriso não é mais que um sonhar,
então o meu desejo raramente acontece!

Se eu pudesse fazer o que eu desejo,
certamente até as estrelas dançariam;
no espaço de um longo espaço para um beijo
as tais sombras certamente morreriam!

Eu sei que esta doença é momentânea,
temporal, e que existe sem acordo...
Mas o choque deixa uma dôr instantâea
que me dá ganas de ser assim: - Até me mordo!

Sei que o meu Sol, tambem ele se incendeia,
que arde, às vezes por dar aquela palha.
E quando a sombra que está atrás, me encadeia,
não há sossego que me socorre ou me valha!

Vou sabendo de tudo isto de tudo, um pouco,
logo o novo dia, nasça nova esperança.
Talvez para uns eu seja mais outro louco?!
Mas que importa? Não deixarei de ser criança!

Para a frente eu caminho a caminhar,
mesmo que só, sigo em frente no meu destino,
E quando a luz do Sol um dia se apagar,
talvez eu volte para ser outro menino!

18.05.08

14/04/2008 GMT 1

Abril, promessas mil!

joellira @ 22:41

Deram-me um chocolate
com sabor divinal
embrulhado com remate
numa folha de jornal.

Estáva no mês de Abril
quando tudo começou...
Vozes foram mais mil
e o fim, pois, terminou!

Prometeram o melhor,
e o tempo já passou!
Chocolate, é do pior
e do bom não nos tocou!

Rebuçados, envenenados,
goluseimas enganadoras,
açucares amarelados,
promessas, deram vassouras...

Foram sonhos, cor-de-rosa,
que nos deram, prometendo,
e se não há verso nem prosa
p'lo menos vamos vivendo...

Vivendo nesta lembrança
que nunca hei-de deixar,
embora Homem e Criança,
não esqueçe o paladar!

A onda e Mar, continua,
e o chocolate sem mão,
lambe o luar da Lua
e o Sol queima a ilusão!

O Chocolate, foi-se!
O sabor, foi mais um beijo!
E à besta que deu coiçe,
não a quero nem a desejo!

08/04/2008 GMT 1

IMAGENS

joellira @ 11:14

São as imagens da fome
que me fazem consumir a alma!

São as imagens de guerra
que me fazem perder a calma!

- Quando vejo um abutre.
de olhar fixo,
com as suas garras carvadas no chão,
à espreita
que uma criança,
sem mais esperança,
dê o seu último lamento,
fico arrepiado,
endiabrado,
pelo nojo que estas malditas potências,
sem clemências,
criam tal sofrimento!

E ver
uma mão dorida
acenando
alguém que vai partir,
gera-se-me nas entranhas
um dor de fugir!!!

E aquele trapo,
farrapo,
de mão estendida à sua sorte,
implorando
a alguém que lhe retarde a sua morte!?...
- Que triste imagem
de péssimo recorte!!

E um outro de seringa,
mil vezes mil servida,
vai esperando que haja alguém
que lhe tire daquela vida...

Que imagens estas estou vendo!
Que frases estas estou escrevendo!
Que más noticias vou lendo,
e os horrores que estou sabendo?!

Tristezas tristes
de tão triste tristeza
há nestas imagens...

Será que terei ainda de as ver
e rever?

Porque é que o mundo
mal quer saber
a dôr causada por estas imagens?!

Dói.
Dói ao olhar daquele que a faz.
Mas dói ainda muito mais
aos que não têm paz!

Ó tamanha dor que trago no peito,
saí de cá dentro de qualquer jeito!

Explode,
estoura,
rebenta de uma vez por todas!
Mas rebenta,
como um trovão.
E não me mostres mais imagens destas, não!

06/04/2008 GMT 1

ACONTECEU

joellira @ 21:18

Não procurei nas páginas amarelas para te encontrar.
Não sabia o teu nome,
morada e qual o estilo de vida.
Não tinha refencia alguma e ti.

Não te encontrei à esquina de uma sombra a pedir sombra.
Também não havia nenhuma arvore...
Só encontrei passos e mais passos,
pegadas de quem por lá passou.

Não encontrei o tal carteiro,
pessoa que te conhece,
para que me dissesse quem tu eras afinal?!

Se sempre eu te conhecia ou não?!

Não te via à minha procura nas páginas dos jornais,
nacionais e locais....

Não te vi sentada num café à minha espera...
Vim sim, à porta do cinema muita gente a procurar por alguém, mas yu não!
Não te vi!

Podia até ter acontecido
cruzar-me contigo por ai...
Mas tambem não!

Não te encontrei!

Afinal, tu existes?

Continuar...

joellira @ 10:33

O que me vale
é que o Sol continua a brilhar
as minhas ideias e a refrescar a alma,
apesar
de algumas noites
sentir a frieza
de estrelas ofuscas no meu espaço,
vagueando,
sem rumo e sem norte...

O que me vale,
é que a Lua me sorri
quando tento passar para ela
a minha indignação
sobre todo este mistério,
sistematicamente
presenciado
entre o que me vale e o que me tem valido!

Se não fosse
a minha tenacidade forte,
o capricho de lutar contra vagalhões,
nunca tinha realisado esta viagem
entre tantas estrelas
nesta galaxia Universal!

Não tenho desarmado
a minha armada
do meu peito,
do me coração
e da minha vontade,
continuo,
a carregar forças vindas de não sei onde
para continuar,
mesmo que só
esta batalha
entre o bom e o mau,
o doce e o amargo,
o ser e o morrer,
o ficar e o largar,
o real e o fingimento,
a verdade e o cinismo,
a expontaniedade e a hipocresia!

Continuo a escrever
palavras de aço
na proa do meu casco,
sob bandeira piratesca,
a desfraldar por tudo quanto é sitio!!!

Continuo a pensar
que embora com tripulação à minha beira,
não tenho palavras de amor para lhes dizer.
Nem flores para dar,
principalmente,
para quem bebe da minha água
e não faz atenuar esta mágoa
que flagela dentro de mim!

O que me tem valido,
é que tenho sabido continuar esta cruzada
até aqui:
Continuar. Continuar. Continuar...
A navegar!!!

01/04/2008 GMT 1

Como Abraçar o Mundo?

joellira @ 14:28

Como abraçar o Mundo,
se meus braços,
são abraços
feitos de tantos abraços
de braços como os meus braços?

Tento esticá-los,
mas não consigo chegar
a tanto abraço que queria dar!

Queria apertá-los,
fortemente,
todos os que
me têm abraçado em vida!
E quantos abraços
de tantos braços
gostariam de fazê-lo
durante a minha lida?!

Mas não posso
abraçar o Mundo, não!!!

Somente,
posso abraçar o que me diz o coração!

É por isso
que foram feitos os meus braços!

Somente um quase de nada...

joellira @ 14:14

Um quase de tudo entre um quase de nada
foi o que tenho dado de mim
durante esta passagem
entre o deserto o o glaciar da vida,
a alguém,
que raramente deu uma palavra de conforto
aos meus passos da calçada.

Quantas vezes
o Rouxinol deixou de cantar,
logo pela manhã,
o cântico da vida?!

Tenho caminhado
ao desconforto de um quase nada,
quando,
eu quase tudo fiz para que tu percebeces
o calor da minha imagem
e esse teu agreste desinteresse das minhas coisas
não se modiificaram...

Perguntei ao silêncio,
em silêncio
do teu silêncio,
porquê tanto desconforto,
tanta friesa
desse teu quase nada de vida
nas minhas coisas que me dão felicidade
e, tu sem me acompanhares
realmente a minha felicidade,
raramente a partilhavas comigo!
Nem uma palavra de conforto,
de incentivo
para comigo tu me dedicaste!

Sempre comigo e comigo me deixavas estar
neste meu quase tudo que te dei
enquanto nem uma palavra
ou gesto
ou luz quente das tua boca
surgiu uma migalha como alimento espiritual!

Tudo o que eu quis veio de longe,
do desconhecido,
chegado ao meu peito como um soldado,
e tu
cá deste lado
perto de mim
me fazes desterrado.

Amanhã,
não haverá mais um amanhã entre nós.
Restará o que deixaste de me dizer enquanto perto,
enquanto eu irei buscar água desconhecida
à fonte que nunca deste:
Conforto à Alma!

23/02/2008 GMT 1

Por enquanto...

joellira @ 12:12

O tempo corre desmedido,
enquanto
eu vejo e revejo o tempo a passar.

E tudo passa; está passando depressa de mais...

- Chego a pensar se estou realmente no real da vida real,
ou se a consciência,
por vezes irrealista, não é mais do que um farrapo,
uma queixa,
desta correria que me leva a procurar uma saida desta escravidão do tempo!

Entretanto,
o tempo corre desmedido,
com tudo a girar à minha volta em correria
e eu quase sem guita, por cá ando a rodepear
com a sola dos sapatos já gastos pela dança...

O tempo corre desmedido,
e as perguntas que sempre fiz,
são colocadas de igual maneira,
como se fossem feitas pela primeira vez!

Por enquanto,
tudo é por enquanto,
enquanto o encanto deste mistério
não conheçe a outra face da Lua,
nada há de novo e,
entretanto,
o tempo continua desmedido
e eu com ele sempre a correr...

É algo que me fervilha,
que me suscita e que me faz desembraçar
desta armadilha da vida que "alguém" me ofereceu,
para que o tempo não corresse tão vertiginiosamente
como corre, mas não consigo desprender-me dela:
- estou coletado na indicifravel cifra -
Não sei.

O tempo corre desmedido,
por enquanto,
enquanto no curso do leito sagrado da vida
eu existo!

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