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As estrelas firmadas no céu

15/11/2009 GMT 1

TÃO DIFERENTE, TÃO DESIGUAL!

joellira @ 14:56

Por cá, ainda continuo a escrever cartas
nesta quadra natalicia, sempre igual,
para que as familias fiquem felizes,fartas,
de tudo o que há de bom nesta quadra de Natal!

Que bom seria ver entrar a alegria,
o calor do amor e à mesa o fresco pão,
no olhar simples duma criança nesse dia,
no mais belo gesto que pode dar uma mão!?

Mas o homem é bem diferente,tão desigual,
que só se lembra que há um dia de natal,
porque o mundo tem de vender e de comprar...

Enquanto a miséria não se cansa de crescer,
o sonho, esse, coitado, não deixa de bater,
às portas dos que continuam a acreditar!

15.11.09
13.55 hrs
184º soneto - ano 2009

07/11/2009 GMT 1

UM POUCO DE TI!

joellira @ 15:24

Ninguém o diz, ninguem o sente, pois então!?
Só eu sei quanta luz vem de ti quando estás
a aproximar-te no teu andar em direcção
do caminho d'amizade e da santa paz!

Gosto de sentir o teu sorriso no meu siso
de te ouvir a falar mesmo longe de mim.
Percebo que a tua luz me aquece o juizo,
e que a tua amizade não tem porta nem fim!

Assim eu canto de qualquer jeito esta cantiga
que de morada só ela sabe quem é a amiga
acabada de chegar ao meu paraiso.

Mantém-te fiel no teu caminho de mel,
faz voar o teu perfume em balão de papel
e dá um pouco de ti quem de ti precise!

07.11.09
14.23 hrs
183º soneto - ano 2009

17/10/2009 GMT 1

HOJE VI ALGUÉM...

joellira @ 18:36

Alguém passou por mim e me fez confusão...
Fiquei preplexo parado no meu olhar,
tentando ver se era a pessoa ou não,
que em tempos me dera muito amor sem pensar.

E sem pensar, pensei que não podia ser
a pessoa andar por ali só e sem ninguem...
Mero acaso de um caso perdido a esquecer.
Por isso eu vi alguém que me lembrou alguém.

Talvez por eu ter falado ontem contigo,
me tenha suscitado ternura, abrigo,
neste Mar onde todos se querem banhar?!

Mas vi que não eras tu, mas uma outra pessoa.
E quanto à outra, seu amor foi mais uma lôa
onde eu cai para mais tarde me levantar!

23.10.09
18.36 hrs
182º soneto - ano 2009

06/10/2009 GMT 1

MAIS LONGE QUE O DISTANTE!

joellira @ 14:37

Perdi-te o rasto neste mundo ao laréu!
Nem pégadas no chão, riscos de vida, nada.
De ti, nada! Nem o ar traz um cheiro teu!
Andei por ai, enquanto a alma se esvaziava...

A noite sem sombra gritou ao deserto:
- Por onde te meteste oh alma danada?
Porquê me deixaste neste meu desacerto
sem me teres deixado um sinal, uma morada!?

Contigo sei que não serei mais caminhante,
tão pouco beberei mais água agonizante
nem te lamberás do meu néctar, meu mel.

Que o teu lugar seja mais longe que o distante,
já que te perdi, és barco sem comandante
nas ondas desse teu mar repleto de fel!

06.10.09
14.36 hrs
181º soneto - ano 2009

20/09/2009 GMT 1

COMBATER A MALEDICÊNCIA

joellira @ 07:42

Como combater a maledicência humana,
praga do maligno, filha de Belzebu?
Ah, mas que valente coiçe dado no cú
merecem tais, esta gente que só profana!

São anjos vermelhos vindos de santánas,
com asas de fogo que queimam ao passar
pelos desportegidos, filhos do amor e paz...
Que horror eu tenho deles só de os ouvir falar!

Nada está bem para eles!Tudo é erro, está mal!
Têm a varinha mágica no pedestal...
E quanto ao atirar pedras pró ar, são reis!

Que filhos de tais pais são estes "senhores",
que se dizem amigos do povo, doutores,
mestrados em ódios, doentes e crueis!?

20.09.09
07.42 hrs
180º soneto - ano 2009

01/09/2009 GMT 1

TERMINADO

joellira @ 16:05

Dos pensamentos passados, estou curado.
Já não existe mágoa, dôr ou ansiedade.
Tudo passou com o tempo. Desamparado!
Agora me resta respirar, liberdade!

Fui ingénuo, talvez, quiça apalermado,
seduzido pela constante imaturidade,
mesmo adulto inofensivo, foi algemado,
pelos olhares duma farsa felinidade.

Levantei-me a todo o custo. Já me elevei!
Na minha cama todo o sonho terminei.
Nada mais me resta de tão má doença!

Respiro livre, e livre hei-de viver,
até que chegue o momento para dizer:
adeus "enxada" que me pregaste tal vivência!

01.09.2009
16.05 hrs
179º soneto -ano 2009

30/08/2009 GMT 1

CAVANDO...

joellira @ 15:04

Passas o tempo a cavar a sepultura
que um dia alguém te há-de enterrar...
Para uns será o final da amargura
para outros, te hão-de sempre recordar.

Cá por mim, posso dizer à luz do dia,
foste alguém que deu vida em certa altura,
e se hoje eu penso em ti tudo me arrepia
até os ossos me estalam a amardura!

Não hás-de ficar cá a rir da tua graça,
que de graça nem a quero mais ver na praça,
onde meus olhos de ti não compram mais!

Foi chão que já deu uvas e foi mordaça,
na boca de quem te cobriu em desgraça
e tu hoje a vais cavando com risos e ais!

27.08.2009
15.04 hrs
178º soneto - ano 2009

11/08/2009 GMT 1

IGNORANDO

joellira @ 18:05

Embora possa parecer que já parti,
dado ao silêncio que me caiu em cima
do meu sorriso que por ti já não sorri,
nem duma quadra eu consigo fazer rima!

Até parece que a noite não tem mais fim,
ou será qu'o dia p'ra sempre adormeceu,
contigo esquecida no teu ávido jardim
onde o meu perfume de ti desapareceu?...

Como consegues tu caminhar ignorando,
quem contigo partilhou rindo, chorando,
com os dedos entrelaçados pela mágoa?!

De ti não tenho cheiro, migalha ou sufoco,
e se outra estive de ti perdido, louco,
hoje o teu Mar é uma planicie sem água.

11.08.09
18.05.hrs
177º soneto - ano 2009

05/07/2009 GMT 1

CLARIDADE

joellira @ 20:18

Mesmo caminhando contra o vento da maré,
por entre o teu olhar me vou refugiando,
para que nunca possa trocar o meu pé,
tão pouco fugir do que não estou alcançando!

Sei que chegar ao tal sitio, todos iremos,
mesmo que o relógio ande sem se dar corda!
É a coisa mais certa que todos nós teremos:
andar por cá até o rebentar da corda!

Continuo a acreditar que eu acredito,
mesmo contrariando uma má vontade
que ás vezes me bate á porta, logo medito:

Isto é a ventania da contrariedade,
que me diz para parar... Mas eu espevito!
A luz que eu tenho vem sempre da Claridade!

05.07.09
20.18 hrs
176º soneto - ano 2009

21/06/2009 GMT 1

MAIS UMA VEZ

joellira @ 07:45

Daqui a poucas horas lá vais meu amor,
vais partir uma vez mais para longe de mim.
Longe do mundo iremos sentir a tal dôr
a dôr que não tem à vista um outro fim!

Vais voar e nos Alpes tu irás viver.
Mais perto do céu as estrelas brilham mais.
Eu por cá vou deixar de te ouvir e ver,
e de quando em quando lá virão outros ais...

Mais uma vez meu coração está apertado.
São apertos que não passam ao nosso lado,
despercebidos, sempre que há uma partida.

Se a alma dói, meu corpo está cansado
por ver e de ouvir o voz do nosso fado!
Vais para longe uma vez mais ó filha querida!

21.06.09
07.45 hrs
175º soneto - ano 2009

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