TÃO DIFERENTE, TÃO DESIGUAL!
Por cá, ainda continuo a escrever cartas
nesta quadra natalicia, sempre igual,
para que as familias fiquem felizes,fartas,
de tudo o que há de bom nesta quadra de Natal!
Que bom seria ver entrar a alegria,
o calor do amor e à mesa o fresco pão,
no olhar simples duma criança nesse dia,
no mais belo gesto que pode dar uma mão!?
Mas o homem é bem diferente,tão desigual,
que só se lembra que há um dia de natal,
porque o mundo tem de vender e de comprar...
Enquanto a miséria não se cansa de crescer,
o sonho, esse, coitado, não deixa de bater,
às portas dos que continuam a acreditar!
15.11.09
13.55 hrs
184º soneto - ano 2009

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